Phelps sentia-se um peixe fora de água: "Não queria viver mais"

Nadador norte-americano recorda a luta contra o alcoolismo e como conseguiu reabilitar-se. Aos 30 anos, mostra-se pronto para voltar a fazer história, nos próximos Jogos Olímpicos

Michael Phelps emergiu do "sítio mesmo muito escuro" onde estava caído há um ano, a sentir que "não queria viver mais". A dependência do álcool ficou para trás, após 45 dias numa clínica de reabilitação, e o nadador estado-unidense voltou a sentir-se "simplesmente feliz". A revista Sports Illustrated descreve os passos da sua redenção, agora que ele parece pronto para voltar a (tentar) fazer história, no Rio 2016.

É o próprio Phelps, mais magro e barbudo, já trintão (fez 30 anos em junho), quem conta como nos últimos anos se sentia um peixe fora de água - rendido à bebida e ao jogo, até ser detido pela polícia a conduzir alcoolizado e em excesso de velocidade, em finais de setembro de 2014 - e como, após passar mês e meio em tratamento, voltou outro homem, mais enraizado e de novo com gosto pela natação.

A espiral de decadência começou após os Jogos Olímpicos de Pequim, em que o atleta bateu o recorde de medalhas de ouro numa só edição (oito). "Depois de 2008, mentalmente, estava terminado. Mas sabia que não podia parar de nadar, por isso forcei-me a fazer algo que não queria. Durante quatro anos faltava a pelo menos um treino por semana. Pensava: "Que se lixe. Vou ficar a dormir, falto à sexta-feira e assim tenho um fim de semana prolongado..."", recordou.

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