Palhinha até 2026. É o sexto leão a renovar em dois meses. Falta Inácio

Renovações obedecem a critérios desportivos e financeiros: premeiam desempenho e acertam salários. Só Pote teve cláusula de rescisão aumentada. Leões jogam no sábado com Boavista.

João Palhinha renovou com o Sporting até 2026. É a sexta renovação no plantel do campeão nacional no espaço de dois meses... e ainda falta uma: Gonçalo Inácio. A política de renovações obedece a critérios desportivos, mas não só. A vertente financeira tem sido preponderante e pretende acabar com injustiças salariais, mas sem desequilibrar a massa salarial, daí as renovações de um ano (exceção de Adán) e com aumentos graduais entre os 100 e os 200 mil euros/ano. Até agora só Pote teve a cláusula de rescisão revista e aumentada. Todas as renovações estão previstas e acauteladas no orçamento.

Questionado sobre a iminente renovação do camisola 6, durante a antevisão do jogo com o Boavista (sábado, 20.30, Sport TV), Rúben Amorim não escondeu a estratégia: "Estamos a tentar reforçar o contrato dele, porque assim o merece. É de louvar na estrutura do clube que tendo um jogador seguro, demonstra que nós estamos atentos a quem trabalhar. Independentemente de terem contrato longo, tentamos fazer melhorias sabendo que todos no plantel merecem. Vamos tentar chegar a todas as casas."

Além de Palhinha, renovaram recentemente Daniel Bragança, Matheus Nunes, Pedro Gonçalves, Adán e Neto. A onda de renovações começou em outubro. Primeiro com Daniel Bragança (dia 12), que prolongou a ligação por uma época, até 2025. No clube desde os 13 anos, o jogador de 22 anos manteve a cláusula de rescisão de 45 milhões de euros. Passados nove dias foi a vez de Matheus Nunes prolongar o vínculo por um ano, até junho de 2026. O novo contrato manteve o valor da cláusula de rescisão de 60 milhões de euros.

Se a renovação de Matheus Nunes era importante tendo em vista um potencial negócio já no verão, a de Pedro Gonçalves já estava prevista aquando da contratação ao Famalicão no verão de 2020. Era preciso acertar o salário do jogador, que acabou como melhor marcador do campeonato e respetivos prémios e objetivos. E era necessário aumentar a cláusula de rescisão dos 60 para os 80 milhões de euros, para impedir que alguém batesse a cláusula e levasse o jogador, tendo em conta que havia sondagens no valor de 55 milhões. Pote renovou a 29 de outubro por mais uma temporada (até 2026) e o Sporting recuperou a percentagem do passe que ainda estava na posse do Famalicão. Assim, se o vender, o valor do negócio será 100% para os leões.

Foi preciso esperar até novembro (dia 17) para garantir que o dono da baliza iria continuar em Alvalade até 2024 (e com mais um ano de opção). António Adán foi o único a renovar por mais de uma época (tinha contrato até 2022). Não foi revelada a nova cláusula de rescisão do guarda redes espanhol, que era de 45 milhões. Tal como a de Luís Neto, que há dois dias aumentou a sua ligação leonina por mais época, até 2023.

Na sexta-feira foi a vez de João Palhinha aumentar o vínculo contratual com o Sporting até 2026 - a 14 de outubro de 2020 tinha prolongado até 2025 -, mantendo a cláusula de rescisão nos 60 milhões de euros.

Uma situação idêntica à de Gonçalo Inácio. Com contrato até 2025, o defesa deve aumentar um ano à ligação com o clube e aumentar a cláusula atualmente nos 45 milhões de euros. O jovem era dos mais mal pagos do plantel com um ordenado na ordem dos 150 mil euros anuais, podendo ver o salário duplicar com a renovação

Amorim anti-cobiça

Rúben Amorim não confirmou nem desmentiu ontem, na conferência de lançamento do jogo de hoje com o Boavista (20.30, SportTV1), que tenha recusado uma proposta do RB Leipzig, da Alemanha. Mas deixou um aviso aos interessados. "O meu agente sabe que não vale a pena ligar-me. No fim do ano, aconteça o que acontecer, serei treinador do Sporting. Nas férias, o Raul terá uma semana para me passar o que tem a passar. Estou muito contente e feliz no Sporting", afirmou.

O jogo jogo diante do Boavista já poderá ter Coates de regresso ao onze. O capitão está recuperado da covid-19 e "pode ter alta". E se "disser que está pronto para jogar", Amorim não hesitará em colocá-lo a jogar.

Já Paulinho (infetado com covid-19 e a cumprir castigo pelo quinto amarelo), Jovane e Palhinha, ambos lesionados, são baixas confirmadas. O que obriga Amorim a mudar o onze."Podemos jogar com um falso 9, pode ser o Tiago Tomás, o Pote, podemos por o Nuno Santos na esquerda ou na lateral. Vamos ver se funciona. Já tenho o 11. Os jogadores já o sabem. Se tivermos de mexer, temos os jogadores todos prontos", respondeu o técnico do Sporting.

isaura.almeida@dn.pt

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