Talansky capitaliza marcação entre Contador e Froome

Jovem norte-americano entrou na fuga certa e beneficiou do "apagão" da equipa do espanhol, a Tinkoff-Saxo. Já o vencedor do Tour 2013 teve uma etapa para esquecer.

Andrew Talansky venceu este domingo o Critério do Dauphiné, a prova que é considerada como o último exame à forma dos ciclistas que pretendem disputar os lugares cimeiros da Volta a França. O norte-americano da Garmin-Sharp, nono no Tour da temporada transata, entrou na fuga do dia, na companhia de ciclistas importantes para a geral, e acabou por subir ao primeiro posto da classificação, graças à vantagem (1.06 minutos) que conseguiu acumular durante a tirada para Alberto Contador (Tinkoff-Saxo).

O espanhol envergava a camisola amarela à entrada para a derradeira jornada - 131,5 quilómetros que ligaram Megève a Courchevel -, mas ficou isolado ainda longe da chegada, o que o obrigou a pôr "o peito ao vento" a mais de 20 quilómetros da meta, desfazendo-se de Christopher Froome (e dos seus escudeiros da Sky) e indo à procura dos ciclistas que seguiam no grupo da frente, onde se incluíam Talansky, Jurgen van den Broeck (Lotto-Belisol), Tejay van Garderen (BMC), Wilco Kelderman (Belkin), Romain Bardet (AG2R), Vincenzo Nibali (Astana) ou o vencedor do dia Mikel Nieve (Sky).

O esforço ainda permitiu a 'El Pistolero' chegar ao segundo posto da geral, mas a amarela estava perdida para o jovem Talansky, que alcançou assim o triunfo mais importante da ainda curta carreira. O norte-americano fechou a participação na corrida francesa com 27 segundos de vantagem sobre Contador e 35 sobre o belga van den Broeck.

Porém, a jornada ficou ainda marcada pela incapacidade de Chris Froome fazer face à maioria da concorrência quando faltam menos de 20 dias para o início da Grande Boucle. O britânico até começou bem - venceu as duas primeiras etapas -, mas acabou a perder terreno para os mais diversos adversários, nas dificuldades montanhosas dos últimos dois dias e caiu mesmo para o 12.º posto da geral individual, a 4.25 minutos de Talansky.

O companheiro de equipa, Nieve, é que aproveitou a marcação cerrada entre os chefes de fila e cruzou a meta após 3.20.29 horas de sobe e desce constante. Quanto aos portugueses Sérgio Paulinho e Bruno Pires, foram a prova do desacerto da Tinkoff-Saxo, uma vez que chegaram ambos fora do controlo de tempo.

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