Sébastien Ogier a um passo de se sagrar campeão

Sébastien Ogier, piloto da Volkswagen Polo, sagrar-se-á campeão do mundo no domingo, na Austrália, caso consiga uma vantagem de nove pontos, na classificação geral, sobre Thierry Neuville.

O piloto francês Sébastien Ogier (Volkswagen Polo) poderá sagrar-se campeão do mundo de ralis no domingo, na Austrália, bastando-lhe para isso conseguir nove pontos de vantagem sobre o segundo na classificação geral, o belga Thierry Neuville.

Se Ogier, que a quatro ralis do fim do mundial tem 75 pontos de avanço, conseguir vencer a corrida (25 pontos) e for o mais rápido na power stage (mais 3 pontos), basta-lhe que Neuville não vá além do terceiro lugar para sagrar-se campeão. O francês também tem de conseguir mais um ponto de vantagem sobre o seu companheiro de equipa, o finlandês Jari-Matti Latvala.

O "delfim" de Sébastien Loeb, nove vezes campeão do Mundo, teve o título ao seu alcance no rali anterior, na Alemanha, mas abandonou a corrida no primeiro dia da prova, ganha pelo espanhol Dani Sordo.

"Na Alemanha tinha uma hipótese, muito teórica, de chegar ao título [vitória e powerstage, esperando que Neuville e Latvala não fossem além do oitavo lugar], mas desta vez, as probabilidades são mais fortes. Aqui [na Austrália] a sorte está muito mais nas minhas mãos. O meu objetivo é ganhar o rali e a powerstage", declarou Ogier.

Ogier considera que o Polo será competitivo no rali da Austrália, cujas etapas decorrem em piso de gravilha nos arredores de Coffs Harbour, uma pequena cidade entre Sydney e Brisbane.

"Estamos muito bem preparados. Gosto bastante deste rali da Austrália e das suas 'especiais' muito rápidas e exigentes", declarou o piloto.

O sonho de Ogier de se sagrar campeão a três corridas do fim - igualando um feito de Sebastian Loeb - pode esbarrar no belga Thierry Neuville, segundo classificado dos três últimos ralis (Itália, Finlândia e Alemanha). Ainda assim, o belga estreia-se na Austrália, mais concretamente na Nova Gales do Sul.

"É o meu batismo aqui. Conseguir um pódio seria 'super', mas é mais realista apontar para um 'top-5'", considerou Neuville, para quem o objetivo é o de "conservar o segundo lugar no campeonato".

O rali da Austrália decorre de quinta-feira até domingo, num total de 22 classificativas distribuídas por quatro dias, 353 quilómetros cronometrados e 580 de ligação, ao longo dos quais o finlandês Mikko Hirvon dificilmente repetirá as vitórias das três últimas edições (2006, 2009 e 2011 - a primeira em Coffs Harbour).

"Geralmente, o piso está em muito boas condições e as classificativas são em estradas rápidas. Não são difíceis de conhecer, mas é um rali que exige dos pilotos uma grande coragem, para não se perder velocidade. Também é bom não haver rochas à beia da estrada. Em resumo, pode dizer-se que é como a Finlândia, mas em terreno plano", considerou o "especialista" do rali australiano.

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