Pistorius fora da prisão com garantias de segurança

Acusado de assassinar a namorada, o atleta sul-africano Oscar Pistorius aguarda agora o julgamento em liberdade, com a garantia das autoridades de que a sua segurança está assegurada, ainda que seja condenado, mesmo com cadeias superlotadas e a perigosidade de certos estabelecimentos prisionais.

O campeão olímpico, que tem a data do julgamento marcada para 4 de junho, pode ter a possibilidade de não ser preso "se o tribunal considerar que a morte da modelo não passou de um horrível acidente". Ficará assim em prisão domiciliária, segundo o advogado sul-africano Rudi Krause.

Contudo, "se for condenado por homicídio premeditado, a tese do procurador neste momento, é extremamente improvável que qualquer tribunal sul-africano decida outra coisa senão a prisão efetiva", acrescentou.

"Para o Estado, manter num estabelecimento prisional alguém assim tão famoso é uma grande responsabilidade em termos de reputação. No mínimo a cadeia será ampliada", disse por seu lado Nooshin Erfani-Ghadini, especialista da associação Wits Justice Project.

Mas Oscar Pistorius poderá escolher a prisão, ou não querer qualquer uma das cadeias superlotadas que colocam a África do Sul como o nono país do mundo com esse problema e o primeiro de África?

A resposta é não. A decisão pertence ao Departamento dos Serviços Prisionais, contando com a decisão do juiz se corresponder a uma recomendação de segurança.

Obviamente que Pistorius não definhou dois anos na prisão enquanto aguardava julgamento como o prisioneiro paraplégico Ronnie Fakude, citado pela Wits Justice Project. Com um advogado que ganha milhares de dólares por dia, o atleta ficou em prisão preventiva apenas oito dias até sair com uma fiança fixada em um milhão de rands (85 mil euros).

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG