Mudanças de governo quebram "o que se fez de bom"

Nelson Évora queria ter ido a Londres para defender o seu título olímpico mas uma uma lesão na tíbia impediu-o. Assistiu à primeira vaga de desilusões olímpicas ainda em Portugal, mas juntou-se à comitiva olímpica para ver as provas de atletismo. Não critica os atletas que nem igualaram os seus recordes e considera que estar no Jogos Olímpicos já é uma vitória pois o país é pequeno e os atletas poucos.

Acrdita que a crise que Portugal atravessa pode ter influenciado os maus resultados: "Quando as coisas correm bem, é fácil adaptarmo-nos; o mais difícil é regredir no nosso estilo de vida." Considera que a vaga de cortes salariais também estão na base do insucesso olímpico: "Sem dúvida. Há coisas que nos destabilizam porque estão próximas de nós, mesmo não tendo a ver com o desporto."

Quanto ao último ano de preparação para Londres, o facto de ter havido eleições e mudanças de política não é bom para o desporto olímpico: "Sempre que há mudanças de governos não é dada uma continuidade ao que já foi feito de bom. Uma das coisas que acontece é que os novos governos querem começar tudo de novo e com novas ideias."

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