Meia-maratona. Eles já recuperaram e só pensam na próxima

Como é que um atleta amador recupera do esforço de correr uma meia maratona? Ana Garcia Martins, João Moleira e Pedro Fernandes dão a receita.

Esqueça o ditado "quem corre por gosto não cansa". Cansa, causa dores musculares e, às vezes, até dá vontade de desistir. Mas para os corredores amadores (mas não anónimos) que abrilhantaram a Meia--Maratona de Lisboa - como Ana Garcia Martins, João Moleira ou Pedro Fernandes - o vício da corrida, o sentido de missão (de correr por uma causa) e o espírito de união (de quem recebe apoio da massa popular) falam mais alto. Por isso, dias depois de correrem mais de 21 quilómetros... já só pensam na próxima.

Para um atleta amador, o dia seguinte a uma prova como a Meia-Maratona de Lisboa (que se correu no domingo) não é necessariamente um drama. E o corpo, quando habituado a esforços, recupera rapidamente. "Fica sempre uma dorzinha nas pernas, mas nada de muito complicado. Ontem [segunda-feira] dei-me folga, mas hoje [terça--feira] já tive um treino de duas horas de muay thai", conta ao DN Ana Garcia Martins, blogger (do blogue A Pipoca Mais Doce) - que segue todos cuidados para que o corpo não se ressinta ("preocupo-me bastante com os alongamentos no final e tomo suplementos que facilitam a recuperação muscular"). Como ela, também João Moleira, jornalista da SIC, já voltou ao ginásio. E Pedro Fernandes, apresentador de televisão (do programa 5 para a Meia--Noite), regressou ao trabalho físico logo na segunda-feira.

Então, e de onde lhes veio a vontade de correr e a força para continuar? Palavra a Pedro Fernandes, que à 4.ª participação numa meia--maratona bateu o recorde pessoal e conseguiu um tempo (1:36:42) que o deixou à beira do top 1000... numa corrida com 15 mil participantes. "Foi há dois anos que comecei a correr, através do meu amigo Manuel Alves, antigo selecionador nacional de triatlo e atual treinador do Benfica. Ele começou por me arrastar, quase tinha de vir buscar-me à cama. Agora já corro sozinho. O gosto ficou. Tenho prazer em correr. O corpo acaba a pedir mais. O desafio é constante", descreve o apresentador de TV, sublinhando como isso lhe "mudou a vida para melhor".

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