McNamara esclarece que não surfou na Nazaré para apoiar brasileiros

Garrett McNamara, que em janeiro deste ano surfou uma onda que se acredita ter chegado aos 30 metros, esclareceu à Lusa que recusou surfar hoje as ondas gigantes da Nazaré para garantir a segurança dos surfistas brasileiros.

"O Garrett tem estado à espera de um dia de ondas como as de hoje e tinha uma enorme vontade de as surfar, mas depois do incidente com a Maya decidiu conduzir o 'jet-ski' para garantir a segurança dos outros surfistas na água", lê-se num comunicado enviado à Lusa pela mulher do surfista havaiano, Nicole McNamara.

O surfista havaiano Garrett McNamara tentou hoje superar-se novamente na Praia do Norte, na Nazaré, mas "sacrificou a sessão pela qual estava à espera há meses para manter a salvo os que estavam na água".

"Para mim, definitivamente, [as ondas] estavam muito grandes. Essencialmente, conduzi [o jet-ski] e fiz segurança", declarou Garrett McNamara durante a manhã, já depois do acidente que causou uma fratura de perónio à brasileira Maya Gabeira, de 26 anos.

Depois de ter caído numa onda gigante na Praia do Norte, Maya Gabeira foi retirada inanimada da água pelo também brasileiro Carlos Bule e posteriormente transportada para o Hospital de Santo André, em Leiria, onde lhe foi diagnosticada a fratura.

Momentos depois, o mesmo Carlos Burle poderá ter conseguido superar o recorde de McNamara, também na Praia do Norte, na Nazaré.

Em 01 de novembro de 2011, Garrett McNamara bateu pela primeira vez o recorde da maior onda surfada, com um registo certificado pela Guiness World Records. Esta mesma onda valeu-lhe o prémio de maior onda da competição Billabong XXL Global BigWave Awards.

O havaiano continuou a tentar a sorte na Nazaré, tendo surfado, em 28 de janeiro de 2013, uma onda que se acredita possa ter chegado aos 30 metros. No entanto, McNamara retirou-a do concurso da Billabong, por ser "fortemente contra" o consumo de álcool, e aquele ser patrocinado pela cerveja mexicana Pacífico.

Na altura, McNamara realçou o seu gosto pelo surf, considerando que não necessitava que um painel da Billabong medisse a dimensão da onda.

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