Rui Bragança, o quase médico que conquistou o ouro ao pontapé

Vimaranense chegou ao torneio de taekwondo com um discurso humilde e saiu de lá com o ouro, a 5.ª medalha de Portugal nos Jogos Europeus.

Só "querer" ganhar um combate e acabar com a medalha de ouro é mesmo coisa de quem foi experimentar o taekwondo por brincadeira e acabou bicampeão europeu e vice-campeão mundial. Rui Bragança é esse homem: o quase médico, de 23 anos, deu ontem a Portugal a 5.ª medalha - a segunda dourada -na edição inaugural dos Jogos Europeus, que está a decorrer em Baku (Azerbaijão).

O taekwondo discute-se ao pontapé e decide-se aos pontos, mas tem muito de tática e contenção. Rui Bragança é o exemplo do espírito da modalidade: pés assentes no chão... sempre prontos a levantar-se, para o que der e vier (atacar e defender-se do adversário). Antes do arranque do torneio de -58 kg, o discurso do português era humilde: "Não será uma competição fácil. Ganhar um combate já será um bom resultado". No entanto, iniciada a prova, as vitórias sucederam-se: afastou o turco Gorkem Sezer (12-0, na primeira ronda), o sérvio Milos Gladovic (13-7, nos quartos-de-final) e o belga Si Mohamed Ketbi (11-4, nas meias-finais). E, chegada a final - bastante mais renhida e jogada na expectativa -, derrotou o espanhol o espanhol Jesus Tortosa Cabrera, por 6-5.

No fim, o português admitiu que "sempre quis este resultado". "Não gosto de fazer prognósticos, prefiro ir combate a combate. Mas felizmente consegui chegar até ao fim",explicou. Então, já quase à meia noite em Baku, ainda assimilava a "sensação espetacular, indiscritível", de ter conquistado mais uma medalha de ouro, discutida até ao último segundo do terceiro round (parciais de 1-0, 4-2 e 1-3).

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