Portugal tem uma geração de ouro no taekwondo: Rui Bragança é o seu líder

Um quase médico, de 24 anos, é uma das maiores esperanças portuguesas para os Jogos Olímpicos. No Mundial, que começa hoje, Rui Bragança promete lutar "combate a combate", para "chegar o mais longe possível".

Ninguém diria que, quando se estreou no taekwondo, Rui Bragança nem gostou muito e só continuou a treinar "porque já tinha o mês pago". Dez anos depois, o estudante de Medicina é bicampeão europeu (de -58kg), a maior figura desta arte marcial em Portugal, e uma das grandes esperanças nacionais para os Jogos Olímpicos de 2016. A partir de hoje ataca o Campeonato do Mundo, com a ambição de "chegar o mais longe possível", para ficar mais perto do Rio de Janeiro.

O taekwondo é uma das modalidades-revelação de Portugal, a pouco mais de um ano dos Jogos Olímpicos. Tem seis atletas integrados no Projeto Rio 2016 e um dos raros bolseiros de "nível 1" (potenciais "medalháveis"): Rui Bragança (como ele, só Rui Costa, Telma Monteiro e seis canoístas). O fenómeno ganha dimensão tendo em conta que até hoje só houve um português nos Jogos: Pedro Póvoa, 7.º em Pequim 2008, em -58kg. Rui Bragança é o porta-bandeira dessa ascensão.

Bicampeão europeu (revalidou o título em março), 3.º no ranking mundial, 4.º no olímpico, Rui Bragança, de 24 anos, chega a Chelyabinsk (Rússia), palco do Mundial, com um currículo de peso (até porque em 2011 também se sagrou vice-campeão do mundo). Mas o discurso é cauteloso: "O taekwondo é muito ingrato. São seis minutos de combate. Se alguma coisa corre mal, há muito pouco tempo para dar a volta", explica, ao DN. Por isso, apesar do desejo de chegar o mais longe possível, o lutador garante que "se chegasse aos quartos-de-final e ganhasse dois ou três combates já ficava feliz".

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