Jogos da Lusofonia,um teste olímpico para Portugal

Mais de 1300 atletas irão competir na Grande Lisboa no maior evento organizado em Portugal. Um teste às capacidades de organização e improvisação dos portugueses que sonham com os Jogos Olímpicos

A segunda edição dos Jogos da Lusofonia, considerados o maior evento internacional multidesportivo alguma vez realizado em Portugal, é um verdadeiro teste a uma futura candidatura de Portugal aos Jogos Olímpicos .

Segundo Vicente Moura, presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), a organização destes jogos representa uma "oportunidade muito grande para testar capacidades, para envolver a sociedade desportiva e a sociedade civil e para preparar voos mais altos", disse o dirigente ao DN, referindo-se à possibilidade de Portugal avançar para uma pré-candidatura aos Jogos de 2024. Sob o lema "A união mais forte que a vitória", esta edição, que hoje começa com a cerimónia de abertura no Pavilhão Atlântico (21.30) e termina dia 19 com o encerramento na Praia de Santo Amaro de Oeiras (20.00), reúne mais de 1300 atletas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Índia, Macau (China), Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Sri Lanka e Timor- -Leste, "promovendo o intercâmbio, a multiculturalidade e aproximação dos povos", defende o dirigente.

Atletismo, basquetebol, desporto para deficientes (demonstração), futebol, futsal, judo, taekwondo, ténis de mesa, voleibol e voleibol de praia serão as modalidades nesta festa da Lusofonia, que terá como palcos espaços tão diversos como o Pavilhão Atlântico (futsal, ténis de mesa, judo, taekwondo) Complexo de Almada (basquetebol), Hockey de Sintra (basquetebol feminino), Estádio José Gomes, na Reboleira (futebol), Estádio Nacional (futebol e hóquei em campo), estádio Universitário (atletismo,), Av. Marginal (atletismo estrada), Praia de Santo Amaro de Oeiras (voleibol de praia) e Complexo de Casal Vistoso (voleibol).

Na primeira edição realizada em Macau, Portugal foi o segundo país com mais atletas medalhados - 51 (12 de ouro, 18 de prata e 21 de bronze) -, apenas superado pelo "gigante" Brasil com um total de 57 medalhas (29 de ouro, 19 de prata e 9 de bronze).

Os campeões olímpicos Nélson Évora, Naide Gomes e Fernanda Ribeiro, assim como Francis Obikwelu e Rui Silva, as equipas de futebol e basquetebol, a dupla de voleibol de praia Miguel Maia e João Brenha são algumas das muitas possibilidades que Portugal apresenta capazes de conquistar medalhas de ouro. No total a selecção portuguesa estará representada por 266 elementos, sendo 193 deles atletas (115 masculinos e 78 femininos).

Referência para a presença da brasileira Maurren Maggi, campeã olímpica em Pequim, no salto em comprimento, que enfrenta, nesta segunda edição dos Jogos da Lusofonia, a atleta portuguesa Naide Gomes.

Para marcar o arranque do evento, o Pavilhão Atlântico será hoje palco de "um grande espectáculo" a partir das 21.30, com a participação de mais de dois mil artistas entre centenas de patinadores, ginastas e bailarinos, onde serão enfatizados os principais símbolos da lusofonia: a língua, as palavras e o mar. A cerimónia de abertura contará ainda, entre muitas outras surpresas, com a presença de Katia Guerreiro e Olavo Bilac que dão voz ao hino dos Jogos da Lusofonia. O preço dos bilhetes é de 12,50 euros. Notada será a presença, segundo a organização, de vá- rios representantes dos países participantes, assim como o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

Além da cerimónia de abertura decorrem já hoje várias competições com destaque para o basquetebol (Guiné-Bissau-Moçambique, 10.00 em Almada), futebol (Portugal-Cabo Verde, 17.15, Amadora), voleibol (Índia-Portugal) e atletismo, campeonatos nacionais de juniores no estádio Universitário, 16.00, que foram incluídos do calendário.

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