João Costa sétimo na final de pistola 10 metros

O português João Costa terminou na sétima posição a final da prova de pistola de ar comprimido a 10 metros, igualando o seu melhor desempenho olímpico, em Sydney 2000.

O atirador João Costa foi o primeiro português a chegar a uma final nos Jogos Olímpicos de Londres2012, ao terminar no oitavo lugar das qualificações de Pistola de Ar Comprimido a 10 metros, com 583 pontos (97+97+99+98+96+96).

Na ronda final, o português, de 47 anos, conseguiu um total de 99,3 pontos (10.3, 9.6, 10.0, 10.4, 9.1, 9.6, 10.2, 9.6, 10.1, 10.4), o que lhe permitiu chegar a um total de 682,3 pontos, superarando o finlandês Kai Jahnsson, que terminou na oitava posição.

A prova foi ganha pelo sul coreano Jin Jongoh, com 688,2 pontos, medalhado de prata nesta prova em Pequim 2008. Nas últimas olimpíadas, tinha conquistado o ouro na prova de Pistola de Ar Livre a 50 metros.

Antes da final, Mário Santos, chefe da missão portuguesa, tinha declarado que já não abandonaria o pavilhão até ao final da prova: "Agora já não saio daqui", desabafou Mário Santos, enquanto José Pego, antigo treinador de João Costa e agora diretor técnico nacional de tiro, além de treinador de Joana Castelão, sublinhava a merecida qualificação do militar da Força Aérea: "Já tem tantos títulos, nacionais, europeus, em taças do mundo. Só falta mesmo uma medalha olímpica... e ele merece".

Já depois de completada a prova, o próprio João Costa mostrou-se ligeiramente desiludido mas resignado: "Um diploma é um diploma. Foi aquilo que consegui. Aspirava a mais, com certeza, toda a gente aspira a mais, mas temos de ter consciência do que somos capazes e um diploma é uma medalha. Sim, é uma medalha".

O atleta, sargento-ajudante da Força Aérea, disse ter cumprido o objetivo de "vir fazer o melhor" e que não está "atrás das medalhas" em Londres, admitindo o "sentimento de trabalho realizado" e fazendo questão em lembrar que não é um profissional, como a maioria dos atiradores presentes.

"Eu tenho consciência das minhas possibilidades e quando digo isto comparo com os outros atletas que estão ali no pódio e que dedicam a sua vida ao tiro. Tenho uma profissão e, dedicando-me ao tiro aos fins de semana, nas horas vagas ou quando sou requisitado para isso, é irreal sonhar com a mesma prestação que aqueles profissionais", explicou.

Em Londres, João Costa melhorou o seu desempenho em relação às últimas olimpíadas, onde tinha somado um total de 679,4 pontos.

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