CDUL vence a sua terceira Taça Ibérica

O CDUL conquistou esta tarde, no estádio Pepe Rojo de Valladolid, a 33.ª edição da Taça Ibérica, ao bater o campeão espanhol VRAC Quesos Entrepinares, por 24-13.

Com uma exibição de grande coragem, irrepreensível em termos defensivos, extremamente eficaz no ataque e premiada com dois ensaios, o CDUL estragou a tradicional Festa de Reis a nuestros hermanos.

Esta foi a terceira vez, em 10 finais disputadas, que os universitários conquistam a única competição de modalidade coletiva que coloca frente-a-frente os campeões dos dois países peninsulares, que regressou este ano após interrupção de cinco anos - e por exclusiva iniciativa dos dois clubes, que encetaram conversações sem o aval das respetivas federações.

Com tempo muito frio e o relvado do Pepe Rojo parcialmente coberto por neve, a equipa da casa - onde não alinhou a sua principal figura, o argentino Lisandro Arbizu, 41 anos, 86 internacionalizações pelos Pumas entre 1900/2005, pelos quais marcou 17 ensaios, tendo estado presente nos Mundiais de 1991, 1995 e 1999 - marcou primeiro, numa penalidade, mas logo a seguir o n.º 8 Tiago Girão - que grande exibição fez o internacional português, para lá de ter sido autor de 16 pontos! - empatava a 3-3.

E não foi preciso esperar muito para surgir o primeiro ensaio da partida, quando o formação Pinto de Magalhães executou um excelente up and under, bem captado pelo defesa Carl Murray que de imediato lançou o capitão Gonçalo Foro para um ensaio com a sua chancela (8-3).

Até ao intervalo registar-se-iam ainda três pontos para cada equipa, com o quinze de Manuel Sommer Ribeiro a marcar através de um belo drop de Nuno Penha e Costa, que levava as equipas para o quentinho dos balneários com 11-6 favoráveis ao CDUL.

No 2.º tempo, uma poderosa saída de 3.ª linha, após mêlée, de Tiago Girão deu aos portugueses o seu segundo ensaio - e logo debaixo dos postes, o que facilitou a conversão do ensaio pelo mesmo Girão transformado, pela lesão do ausente e eficaz Pedro Cabral, num chutador de grandes méritos e que logo a seguir converteria nova penalidade, cavando uma distância de 21-6, tarefa já demasiado complexa para os espanhóis.

Mas estes mesmo assim reagiriam e através de um pilar fariam o seu único ensaio do jogo, reduzindo para 21-13.

Com o CDUL sem abrir mais brechas, ao comando das operações e a controlar o encontro, Girão ainda converteria nova penalidade, selando assim os definitivos 24-13 que mantém a Taça Ibérica em mãos lusitanas após o triunfo, em 2007, de Agronomia.

Foi um triunfo justo conseguido à custa uma grande exibição coletiva dos campeões nacionais, mas é justo salientarem-se, na avançada, os nomes dos "guerreiros" Tiago Girão, Seti Filo, João Lino e Dan Faleafa, a boa leitura de jogo dos médios Pinto de Magalhães e Penha e Costa, bem como trabalho heroico, cá atrás, de Frederico Oliveira, Carl Murray e o capitão- coragem Gonçalo Foro.

O CDUL alinhou de início com: Carl Murray, Appleton, Frederico Oliveira, Bernardo Silveira, Gonçalo Foro (cap.) (5): Nuno Penha e Costa (3), Francisco Pinto de Magalhães; Tiago Girão (5, 3, 3, 3, 2), Francisco Coimbra, Seti Filo, João Lino, Daniel Faleafa, Diogo Fialho, Durte Foro e João Mussolo.

Entraram ainda todos os suplentes, a saber: João Almeida, Miguel Vilaça, Bruno Medeiros, Lourenço Machado, Sebastião Villax, João Sacadura, Vasco Navalhinhas e David Araújo.

Recorde-se que após 33 edições da Taça Ibérica passam agora a registar-se 19 triunfos espanhóis contra 14 portugueses, estes através de Benfica (1971, 86, 88 e 2001), Cascais (92, 93 e 96), CDUL (83, 84 e 2013), Direito (99 e 2002), Académica (97) e Agronomia (2007).

Benfica - que tantas dificuldades passa atualmente para manter esta sua mais antiga modalidade para lá do futebol -, Santboiana e Dulciora El Salvador lideram a lista de vencedores ibéricos com quatro títulos cada.

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