Frederico Gil tem Murray "atravessado"

O tenista português, que fez história esta quinta-feira no Masters de Monte Carlo ao bater o francês Gael Monfils, já só pensa numa desforra no jogo dos quartos de final com Murray.

"Ficou-me atravessado um jogo que fizemos nos juniores (em Maio de 2003, em Itália), em que perdi 7-6, 7-5, mas nunca mais tive a oportunidade de o encontrar. Vou cheio de confiança e, se ele quiser ganhar-me, vai ter que jogar melhor do que eu", referiu.

Para o embate desta sexta-feira, a estratégia de Frederico Gil passa por "pressionar a direita" de Murray, porque é "menos forte que a esquerda" e prolongar as jogadas, porque o escocês " não gosta de pontos muito longos".

Frederico Gil é, de resto, o primeiro e único português até à data a atingir os quartos-de-final de um Master 1000 e também a vencer um tenista do top 10.

"Foi mais um passo à frente. Ganhar a um top 10, psicologicamente a este nível, é sempre importante, tal como estar nuns 'quartos' de um Masters 1000. Fiz um jogo excelente, aguentei bem o ritmo e sempre que pude tentei impor o meu jogo", observou.

O segredo, conta Gil, passou por "ter equilíbrio entre a zona de manutenção e de ataque", sabendo que Monfils "recua muito e devolve muitas bolas".

No terceiro encontro com o francês Gael Monfils (10.º do ranking) o português (apenas 82.º) conquistou a vitória pelos parciais de 7-6 (8-6) e 6-2, em duas horas de encontro.

Esta partida teve particular impacte no ténis nacional pela importância da categoria Masters 1000, dado que é a segunda mais importante do ténis masculino, imediatamente atrás do ATP World Tour Finals (ou Masters de final de temporada) e das quatro provas do Grand Slam (Austrália, Roland Garros, US Open e Wimbledon).

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