Evans favorito num Tour orfão de Contador e Schleck

Tem início já este sábado a 99.ª edição da Volta a França em bicicleta. A maior prova do calendário velocipédico internacional arranca este ano na cidade belga de Liège e termina, como é habitual, nos Campos Elíseos, em Paris.

Pese embora, o Tour seja inquestionavelmente a competição por etapas mais mediática do mundo, a edição de 2012 perde algum protagonismo para... a Volta a Espanha, graças às ausências das duas figuras maiores do pelotão internacional.

Alberto Contador (Saxo Bank), vencedor da Grande Boucle em 2007 e 2009, falha a prova gaulesa por estar suspenso até 6 de agosto, devido a um controlo antidoping positivo (acusou clembuterol), e Andy Schleck (RadioShack), que triunfou na edição de 2010, após a desqualificação do ciclista espanhol, fraturou a bacia no contrarrelógio do Dauphiné Libéré e também não figura na lista de participantes. O aguardado duelo está, por isso, reservado para a Vuelta 2012.

O principal 'beneficiado' deste cenário pode vir a ser Cadel Evans (BMC), que conquistou o Tour 2011, e procura em 2012 a dobradinha nas estradas francesas. O australiano de 35 anos tem a vantagem de ser dos melhores contrarrelogistas entre o lote de favoritos e de muita montanha ter sido excluída do percurso deste ano, pouco talhado para os puros trepadores.

A vida do dorsal n.º 1 parece facilitada mas as restantes formações que vão disputar a Volta a França apresentam nomes com qualidade e experiência para combater o favoritismo do maillot jaune do ano passado.

O primogénito do clã Schleck, Frank, quer provar que a ausência do irmão mais novo, Andy, não deixa a RadioShack sem argumentos na luta pelo triunfo.

O britânico Bradley Wiggins, que já conquistou o Paris-Nice, a Volta à Romandia e o Dauphiné Liberé esta temporada, quer assumir definitivamente, para dentro e para fora da Sky, que é homem para provas de três semanas.

O espanhol Samuel Sánchez (Eskaltel-Euskadi) vai tentar dar continuidade aos lugares cimeiros que alcançou noutras edições e Vincenzo Nibali (Liquigas) é o italiano que gera maior dose de otimismo.

A Movistar aposta forte no regresso de Alejandro Valverde e o russo Denis Menchov (Katusha) quer fazer o 'grand slam' do ciclismo, juntando o Tour a um currículo onde já constam as Vueltas de 2005 e 2007 e o Giro de 2009.

Para as chegadas em pelotão compacto, o campeão do mundo Mark Cavendish (Sky) é, uma vez mais, o homem a abater. Mark Renshaw (Rabobank), seu antigo lançador na HTC, Peter Sagan (Liquigas) que é o ciclista com mais triunfos na presente temporada, Tyler Farrar (Garmin-Barracuda), André Greipel (Lotto-Belisol), Oscar Freire (Katusha) e Matthew Goss (Orica GreenEdge) serão os principais opositores do 'Expresso da Ilha de Man'.

Portugal faz-se representar por Rui Costa (Movistar) que, aos 25 anos e na segunda participação na prova, procurará ajudar o "líder absoluto", Alejandro Valverde, e por Sérgio Paulinho (Saxo Bank), que já vai para a quinta presença e assume "como objetivo pessoal" a vitória numa das 20 tiradas.

Ambos sabem o que é vencer no Tour, depois de Paulinho ter triunfado na chegada a Gap em 2010 e de no ano seguinte Rui Costa se ter superiorizado à concorrência na subida final para Super-Besse Sancy.

Os acertos na classificação geral deverão ser feitos no contrarrelógio individual de 53,5 quilómetros entre Bonneval e Chartres, na véspera da desejada chegada a Paris. No total, os ciclistas terão de pedalar até completarem 3 497 quilómetros, distribuídos por nove etapas planas, quatro de média montanha, cinco de alta e dois contrarrelógios individuais, tendo pelo meio dois merecidos dias de descanso.

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