Empresários do turismo contra Red Bull em Lisboa

A Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo (APHORT) pediu, em carta enviada ao secretário de Estado do Turismo, um esclarecimento sobre a posição do Governo relativamente à eventual deslocação da Red Bull Air Race, que tem sido realizada no Porto, para Lisboa. "O apoio, directo ou indirecto, do Governo de Portugal a esta iniciativa será, sob todos os aspectos, incompreensível, na medida em que irá implicar um favorecimento de Lisboa à custa de outras regiões do País", defenderam em comunicado os empresários do Turismo.

Já o presidente da Associação Comercial do Porto (ACP), Rui Moreira, também desafiou ontem o Turismo de Portugal a tomar uma posição em relação à eventual mudança do Red Bull Air Race para Lisboa, realçando que "seria conveniente que esclarecesse qual é o seu pensamento estratégico sobre esta matéria, até porque foi feito um estudo de impacto económica na região" que provou ter "uma vantagem muito significativa" com o evento.

Em relação aos patrocinadores, o empresário diz que "estão no livre direito de tomarem as opções que tomarem", mas considera que a polémica pode levar os patrocinadores a abandonarem a prova. "E aí nem vêm para Lisboa nem para o Porto. Vai-se acabar por estragar isto tudo e não faltam cidades na Europa interessadas", alertou Rui Moreira.

Nuno Camilo, presidente da Associação dos Comerciantes do Porto, apelou terça-feira ao boicote aos produtos da TMN, Galp e EDP, que diz serem os patrocinadores do Red Bull Air Race, como forma de protesto.

Mas TMN, Galp e EDP já reagiram ao apelo, dizendo que não são patrocinadoras do evento. Fontes da EDP e Galp dizem que nunca patrocinaram a prova e a TMN esclarece que apoiou a prova nos últimos dois anos, mas que não apoiará no futuro independentemente da localização.

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