Dulce Félix e Hermano foram os melhores portugueses

Dulce Félix, do Benfica, foi 10.ª na corrida feminina, enquanto o sportinguista Hermano Ferreira ficou no 17.º posto no escalão masculino.

Dulce Félix e Hermano Ferreira foram os melhores portugueses na 24.ª meia maratona de Lisboa, neste domingo, com a benfiquista a ser 10.ª na corrida feminina e o sportinguista 17.º na prova masculina, arrecadando um prémio de 1.500 euros.

Hermano Ferreira confirmou que o seu objetivo passava por ser o melhor atleta nacional na prova, enquanto Dulce Félix, amplamente favorita, aproveitou a corrida para fazer um teste com vista à Maratona de Londres, dentro de quatro semanas.

"Era para ter corrido 14 quilómetros antes de iniciar a prova, mas não deu tempo e fiz apenas 12. Acabou mesmo assim por ser um bom teste, de 33 quilómetros ao todo", explicou a atleta, que gastou 1:13.54 horas.

Na luta entre as melhores lusas, Dulce Félix gastou menos cerca de minuto e meio do que Mónica Silva (Maratona), que obteve o tempo de 1:15.25 horas.

"Geri bem o meu esforço e fiquei satisfeita com o teste, até porque o pé se portou bem, não agravando a dor", acrescentou, referindo-se ao pé que foi operado há uns anos e que lhe causa dores nas mudanças de tempo.

Já Hermano Ferreira, que na véspera correra o Nacional de crosse curto, o que o fez ressentir-se "um pouco do esforço na parte final"), ganhou, no "sprint" sobre os benfiquistas Ricardo Ribas e José Moreira, o título de melhor português, gastando 1:05.37 horas.

"Não estava em condições para fazer uma boa marca. Procurei acompanhar os outros portugueses e utilizar a minha arma da velocidade na parte final", explicou Hermano Ferreira.

A prova foi dominada pelos atletas africanos, com o queniano Bedan Karoki a vencer isolado a prova masculina, à frente dos compatriotas Silas Kipruto (1:00.17) e Ezequiel Chebii (1:00.50).

O australiano Michael Shelley foi o primeiro não africano a concluir a prova, na 10.ª posição.

Na prova feminina, decidida apenas na reta final em Belém, Worknesh Debele foi a mais forte, concluindo a prova em 1:08.46 horas, sendo apenas uma das três atletas do top-10 que não era queniana, tal como a italiana Valeria Straneo, sexta em 1:09.47, e a portuguesa Ana Dulce Félix (Benfica), 10.ª em 1:13.54.

As quenianas Jemima Sumsong, com mais dois segundos do que a vencedora, e Filomena Chepchirchir, com mais cinco, ocuparam os outros dois lugares do pódio.

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