Djokovic defende Taça Davis com formato semelhante ao Mundial de futebol

Tenista defende que a competição deveria passar a disputar-se anualmente, ou a cada dois anos, durante duas semanas, distribuindo 16 seleções por quatro grupos.

O sérvio Novak Djokovic, líder do ranking do circuito profissional de ténis, defendeu na segunda-feira um novo formato para a Taça Davis, semelhante ao do Mundial de futebol.

Pouco depois de se ter qualificado para os oitavos de final do torneio de Miami, onde procura o quinto troféu, Djokovic apelou à Federação Internacional de Ténis (ITF) para encontrar alternativas que tornem mais atrativa a maior competição da modalidade entre seleções.

"A Taça Davis é uma competição por equipas num desporto individual. Devíamos potenciar esta prova e organizá-la de uma forma mais adequada", defendeu o sérvio, dando o exemplo do formato do Mundial de futebol.

Djokovic defendeu que a Taça Davis deveria passar a disputar-se anualmente, ou de dois em dois anos, durante duas semanas, distribuindo, numa primeira fase, 16 seleções por quatro grupos, que definissem os apurados para uma 'final four'.

O número um mundial deu o exemplo da última edição da Taça Davis, ganha pela Suíça, que contou com os seus dois melhores jogadores, Roger Federer e Stanislas Wawrinka, enquanto nas outras equipas "não havia jogadores do 'top-10".

"O mais importante é que os jogadores de maior nível participem", frisou Djokovic, criticando a atual calendarização, que ajusta eliminatórias da Taça Davis em semanas imediatamente posteriores aos torneios do 'Grand Slam', o que potencia o "risco de lesões".

O sérvio deixou também sugestões ao circuito profissional para alguns ajustes ao planeamento da época da época, deixando críticas à forma como estão calendarizados os quatro torneios do 'Grand Slam'.

Para Djokovic, o Open da Austrália, que começa no final da segunda semana do ano, "devia jogar-se um par de semanas mais tarde", considerando também que o intervalo entre Austrália e Roland Garros, mais de quatro meses, "não tem sentido" comparando-o com o espaço de tempo entre a prova parisiense e Wimbledon: cerca de um mês.

"O principal problema é que temos três organizações diferentes que são independentes. O ATP não pode fazer muito relativamente à Taça Davis e aos 'Grand Slam'", avaliou.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG