Confirmados testes de género a Semenya

Presidente da federação da África  do Sul pediu desculpa à campeã mundial  dos 800 metros, em Berlim.

Os responsáveis da Federação de Atletismo da África do Sul (ASA) admitiram ontem que Caster Semenya, envolvida numa polémica sobre a sua identidade sexual, foi submetida a testes antes dos Campeonatos do Mundo de Berlim, cujos resultados ainda não são conhecidos.

"Os testes foram efectuados a 7 de Agosto por recomendação do médico da federação, não conhecemos ainda os resultados", declarou o presidente da ASA, Leonard Chuene, em conferência de imprensa.

Anteriormente, o presidente afirmou que nenhum teste tinha sido feito à atleta, de 18 anos, que se sagrou campeão do mundo dos 800 metros em Berlim.

"Quero pedir desculpa pela maneira como procedi neste caso, mas fi-lo com o objectivo de a proteger. Teria feito o mesmo se se tratasse do meu filho", acrescentou Chuene.

O presidente recusa deixar o cargo, dado que "demitir-me significaria fugir. Vou lutar, não vou abandonar o barco".

Antes da final dos 800 metros, no dia 19 de Agosto, a Federação Internacional de Atletismo (IAAF) anunciou a instauração de um inquérito sobre a identidade sexual de Semenya, que dominou a corrida do princípio ao fim.

"Se não tivéssemos permitido a esta jovem correr, teríamos sido privados de uma medalha e sugerido que ela não era normal", salientou Chuene.

O dirigente disse também que não poderia ter retirado Semenya dos Mundiais, uma vez que não tinha nenhuma prova clínica.

Os resultados da investigação da IAAF só serão conhecidos em Novembro, altura em que o organismo tomará uma decisão sobre o caso Semenya.

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.