As broncas de outros anos no Super Bowl

O maior evento desportivo do ano nos Estados Unidos é rico em polémicas. A maior de todas foi quando Janet Jackson mostrou uma mama durante a sua atuação, em 2004.

O caso teve uma repercussão enorme na televisão americana, que não permite este género de imagens, vistas, em 2004, por quase 90 milhões de espetadores. Desses, 500 mil apresentaram queixa ao organismo regulador norte-americano por considerarem imoral a cena em que Justin Timberlake puxou e rasgou o top da cantora, deixando-lhe a mama de fora.

O indecoro esteve em tribunal e a CBS, que transmitiu o evento, arriscou uma multa pesada, que nunca aconteceu por decisão do Tribunal Superior dos Estados Unidos.

Em 2011, a protagonista da polémica foi Christina Aguilera. Convidada a cantar o hino nacional na abertura do evento, a cantora enganou-se na letra. Em vez de cantar "O'er the ramparts we watched were so gallantly streaming?", cantou "What so proudly we watched at the twilight's last gleaming?", uma variação de um verso anterior já dito.

Christina Aguilera viu-se obrigada a pedir desculpa, justificando o sucedido com a emoção que sentia naquele momento.

Os Rolling Stones, que atuaram no intervalo do jogo em 2006, também tiveram a sua dose de polémica, uma vez que foram obrigados a alterar as letras de "Start Me Up" e "Rough Justice", cujo conteúdo era considerado impróprio pela ABC, que transmitiu o evento.

No ano passado, a protagonista foi Madonna, mas nem foi ela a culpada pela polémica. A cantora M.I.A., uma das que a acompanhava em palco, fez um gesto obsceno com a mão durante a interpretação de "Give me All Your Luvin'". Pior que isso, fê-lo diretamente para a câmara. Só durou um segundo, mas a NBC e a Liga norte-americana de futebol tiveram de se desculpar perante os espetadores.

Curiosamente, estes momentos, além de mais polémicos, são também considerados alguns dos melhores, juntamente com a atuação de Michael Jackson, em 1993.

No campo da publicidade, este ano o destaque vai para um anúncio com a Bar Rafaeli (VER RELACIONADO), mas já houve outros protagonistas. Em 2011, foram Timothy Hutton, Liz Hurley e Cuba Gooding Jr., que fizeram anúncios ao Groupon. Os atores começavam a falar, respetivamente, sobre a perseguição ao povo tibetano, a caça às baleias e a destruição da floresta amazónica e depois percebia-se que os assuntos eram outros: um convite para conhecer um restaurante tibetano em Chicago, ver as baleias num cruzeiro e fazer depilação à moda brasileira em Nova Iorque.

No ano passado, Gisele Bündchen foi apanhada num vídeo a dizer que os jogadores do New England Patriots eram os responsáveis pela derrota da equipa contra os New York Giants. O marido, Tom Brady, que fazia parte da equipa, era o único que tinha jogado bem, achava ela. É claro que os jogadores não acharam graça nenhuma à conversa da beldade.

Em 2010, os The Who quase ficaram de fora do Super Bowl na sequência de muitos protestos de norte-americanos e associações de defesa das crianças. A culpa era de Pete Thownsend, que em 2003 fora detido por posse de pornografia infantil.

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