Armindo Araújo confirmado campeão mundial de ralis

O português Armindo Araújo foi hoje confirmado campeão mundial de ralis, na categoria de Produção, depois de o Tribunal de Apelo da Federação Internacional do Automóvel (FIA) ter penalizado definitivamente o piloto dos Emiratos Árabes Unidos Nasser Al-Attiyah.

O português Armindo Araújo foi hoje confirmado campeão mundial de ralis, na categoria de Produção, depois de o Tribunal de Apelo da Federação Internacional do Automóvel (FIA) ter penalizado definitivamente o piloto dos Emiratos Árabes Unidos Nasser Al-Attiyah.

Al-Attiyah tinha sido inicialmente desclassificado por irregularidades encontradas no seu carro no Rali da Acrópole, decisão hoje revogada pela FIA, que, no entanto, relegou o piloto para o último lugar da prova grega.

O órgão de apelo da FIA, reunido hoje em Paris, confirmou que o Subaru do piloto dos Emiratos Árabes Unidos desrespeitava os regulamentos, retirando-lhe os pontos referentes ao segundo lugar da categoria no Rali da Acrópole.

"Estou bastante aliviado. Foi um longo dia na expectativa de uma decisão. Estávamos confiantes, mas enquanto não fosse conhecido o resultado do recurso não podíamos festejar. Agora é altura de o fazer", disse Armindo Araújo à Agência Lusa.

Ao volante de Mitsubishi, Armindo Araújo tinha terminado no terceiro posto da Produção na Grécia, palco da sétima prova do campeonato do Mundo, mas a decisão do Comité de Apelo da FIA transformou-o em virtual campeão.

O português detém 11 pontos de vantagem sobre Al-Attiyah, ao qual nem uma vitória no Rali da Grã-Bretanha, 12.ª e última prova do campeonato, lhe permite ultrapassar Armindo Araújo na classificação.

"Todos os relatórios diziam que o motor do carro não estava em conformidade com os regulamentos. Mas houve um recurso e a FIA demorou todos estes dias para tomar uma decisão, o que aumentou a incerteza", explicou o piloto.

Armindo Araújo tornou-se o segundo piloto português a sagrar-se campeão mundial do agrupamento de Produção - categoria inferior à absoluta -, 14 anos depois de Rui Madeira ter cometido idêntica proeza, em 1995.

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG