A segunda juventude d'il dottore Rossi ameaça Márquez e Agostini

Após travessia do deserto, italiano voltou à ribalta na Moto GP, para desafiar a hegemonia do espanhol e aspirar aos recordes do compatriota.

Afinal, era demasiado cedo para se decretar o declínio irreversível da carreira de Valentino Rossi, a hegemonia indiscutível de Marc Márquez e o prolongamento ad eternum dos recordes de Giacomo Agostini. Aos 36 anos, il dottore renasceu das cinzas e vive uma segunda juventude: ganhou o Grande Prémio da Argentina, no domingo; lidera o mundial de Moto GP; parece o único capaz de travar o domínio do espanhol e até os registos históricos do compatriota voltam a estar na mira.

Há menos um mês, no âmbito de uma conversa promovida pelos prémios Laureus, Marc Márquez - o ícone de precocidade que, aos 22 anos, já é bicampeão de Moto GP, tem 46 vitórias e quatro mundiais no palmarés - lembrava a sua admiração por Rossi mas falava dos anos áureos do italiano como algo do passado: "Nunca pensara ganhar-lhe. Pensava correr contra Lorenzo e Pedrosa, mas que ele já se tivesse retirado. Mas mais impressionante teria sido batê-lo quando tinha 26/27 anos e estava no topo." E Giacomo Agostini - lenda das décadas de 60 e 70, 15 vezes campeão mundial (oito de 500cc, sete de 350cc), com 122 vitórias de GP"s no currículo - apontava o espanhol como o grande candidato a bater os seus recorde, incitando-o: "Se os bateres, convidas-me para jantar e fazemos uma grande festa."

Contudo, as expectativas de declínio d"il dottore eram manifestamente exageradas. Na Argentina, Rossi (Yamaha) deu mais uma prova de vida, ao ganhar a 3.ªcorrida da época, após um intenso duelo com Márquez (Honda), que acabou por cair. A festa foi animada, algo a que il dottore sempre habituou os fãs: desta vez, de camisola da Argentina vestida, entoou cânticos de apoio a Maradona.

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