Ofertas aos árbitros é matéria da justiça

"A Federação Portuguesa de Futebol não ficou impávida e serena", garante o organismo.

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) entende que deve deixar a justiça agir na questão das ofertas do Benfica aos árbitros, disse hoje à agência Lusa fonte do organismo, depois de o Sporting ter pedido sanções para os 'encarnados'.

"A Federação Portuguesa de Futebol não ficou impávida e serena. Quando soube da denúncia comunicou-a à Procuradoria-Geral da República. A justiça segue o seu caminho e neste momento a federação não tem de interferir", disse à Lusa a fonte da FPF.

A posição da federação surge depois de o Correio da Manhã ter noticiado na sua edição de terça-feira que o presidente da FPF, Fernando Gomes, pediu ao Conselho de Disciplina "mão pesada para os árbitros que usaram os 'vouchers' de refeições" inseridos na oferta de cortesia que o Benfica faz a juízes, delegados da Liga e observadores.

A propósito do tema, fonte do Sporting disse hoje que "a Direção da FPF já deveria ter tomado uma posição em termos desportivos".

"Mão pesada sobre os árbitros que usaram os 'vouchers' de refeição? Então sobre o Benfica, que foi quem violou os regulamentos, não há mão nem leve nem pesada?", questionou a mesma fonte.

Neste contexto, o Sporting espera que a FPF se "pronuncie o mais rapidamente sobre o assunto e sancione quem violou os regulamentos em vez de mandar recados a quem usou os 'vouchers'".

De acordo com a mesma fonte, estão em causa 1.120 refeições por época e a oferta do Benfica viola manifestamente o código de ética da UEFA, razão pela qual a Direção da FPF não pode fugir ao assunto e limitar-se a enviar o processo para o Ministério Público, quando já sabe que a denúncia do Sporting é verdadeira.

"O Ministério Público é para averiguar se há corrupção e qual o grau que esta atingiu, mas a FPF já deveria ter tomado uma decisão a nível desportivo", acrescentou a fonte.

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