O clube das avozinhas que apoia o ídolo LeBron James

Estrela dos Cleveland Cavaliers, tido como um dos melhores basquetebolistas do mundo, é apoiado por um peculiar grupo de idosas que ainda lhe perdoa a passagem fugaz por Miami

Sempre que joga LeBron James há um grupo de senhoras entre os 60 e os 80 anos que invade um restaurante, à vez, para apoiar o seu menino querido.

Este grupo foi formado há dez anos, já tem mais de 200 membros e designam-se assumidamente como o LeBron James Grandmother"s Fan Club - em português o grupo das avozinhas fãs de LeBron James.

Porque o basquetebolista não é um atleta qualquer. É mais do que um símbolo, pois conseguiu quebrar uma onda de azar que assolou durante anos o estado do Ohio com as suas equipas (Browns, no futebol americano, Indians, no basebol, e os Cavaliers no basquetebol).

E toda a gente se recorda como LeBron, que teve de sair para Miami para ganhar títulos, reconquistou o orgulho do Ohio com a reviravolta histórica sobre os Golden State na final da NBA, uma final que é reeditada neste ano - veremos se a reviravolta também, pois os Cavaliers perdiam à hora de fecho desta edição por 0-2 diante da formação de Oakland.

A grande obreira deste singular grupo de apoio é a sua fundadora, Alder Chapman, 78 anos, que não esquece o momento em que LeBron anunciou a sua ida para a Florida. "Ao vê-lo partir para Miami tive aquela sensação de ver um neto partir em busca de uma vida melhor. Uma sensação agridoce, porque eu percebo que possamos ter um sonho e que devemos fazer tudo para o concretizar. Muitas pessoas deixam a sua terra em busca de um emprego melhor num sítio distante. No fundo, foi isso que ele fez, é simples."

Este grupo é composto por senhoras com idades compreendidas entre os 60 e os 80 anos e a maioria é natural de Akron, cidade que dista 50 quilómetros de Cleveland, também situada no estado do Ohio. E o curioso é que Akron é a cidade que viu nascer LeBron James, grande figura dos Cleveland Cavaliers, mas também Stephen Curry, a estrela dos Golden State Warriors, porque o seu pai, Dell Curry, também foi basquetebolista dos Cavaliers.

Voltando ao grupo das avozinhas que apoiam LeBron James estamos a falar de uma organização com regras. Por exemplo, o seu comité executivo reúne-se uma vez por mês, mas todas as terças-feiras, às 18.00, as sócias encontram-se numa pastelaria de Akron e depois desenvolvem tarefas que têm muito que ver com a faceta humanitária de LeBron James - o basquetebolista tem uma fundação que em 2016 financiou os estudos superiores a 1100 jovens, numa iniciativa que custou 36 milhões de euros.

As avozinhas tentam ser regulares no apoio ao menino querido da terra e, por isso, sempre que podem estão presentes no pavilhão dos Cleveland Cavaliers - o Quicken Loans Arena. Tendo em conta a proximidade, muitas vezes, a preços módicos, organizam-se em excursões sempre que os Cavaliers jogam em Detroit ou Nova Iorque.

Conhecidas por tudo e por todos, têm, inclusivamente, um tratamento especial por parte das autoridades. Não raras vezes a polícia abriu--lhes caminho e o melhor exemplo disso mesmo deu-se no desfile de campeões no ano passado.

"Nós temos um espírito jovem e ainda temos muito andamento. Este nosso apoio, a pular de um lado para o outro e para cima e para baixo, até nos ajuda a exercitar", refere a avozinha Dolores Golson, que explica o amor que sente por LeBron: "Ele é uma pessoa genuína, que ama Akron e nunca esqueceu as suas origens."

Para se perceber a adoração pelo homem que "mudou a comunidade", a presidente das avozinhas mostra o seu humor mesmo que tenha problemas em casa pela forma como idolatra o basquetebolista dos Cleveland Cavaliers: "O meu marido é o meu herói, foi com ele que lutei todos os dias por uma vida melhor... mas LeBron cheira melhor do que o meu marido."

Vamos ver quantos jogos este grupo de senhoras atrevidas e bem- -dispostas vai ter com que se entreter a sonhar com a revalidação do título. Na madrugada desta quinta-feira, os Cleveland Cavaliers receberam os Golden State Warriors com a missão de encurtar, em casa, a desvantagem de 2-0 que trazem de Oakland. Uma eventual derrota pode fazer perigar o objetivo dos Cleveland Cavaliers e o sorriso do grupo das avozinhas que apoiam LeBron James.

A ver vamos se o outro filho da terra, Stephen Curry, não deita por terra as aspirações dos Cavaliers.

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