O clássico mais visto do mundo em jogadores de 14 nacionalidades

Dos 47 futebolistas que compõem os dois plantéis, só 42,5% são espanhóis. A França tem seis representantes e Portugal três - Ronaldo do lado do Real Madrid, André Gomes e Nélson Semedo pelo Barcelona

O clássico entre o Real Madrid e o Barcelona é o mais visto em todo o mundo - estima-se que terá uma audiência global de 650 milhões de espectadores, superando por larga margem a Super Bowl deste ano. Aliás, não foi por acaso que o jogo de amanhã entre os dois rivais espanhóis foi agendado para as 13.00 (menos uma hora em Portugal continental). Esta decisão tem obviamente por trás interesses comerciais, de forma a poder ser visto no mercado asiático a horas decentes (serão 20.00 em Pequim, capital chinesa, onde Ronaldo e Messi são vistos como verdadeiros ídolos, 19.00 na Indonésia e 17.30 na Índia).

Também nos plantéis de um e outro clube esta internacionalização está presente, pois há representantes de quatro continentes. Se analisarmos as duas equipas, com base num trabalho feito pelo jornal desportivo espanhol As, chega-se a uma conclusão interessante: dos 47 futebolistas que compõem os dois plantéis, só 20 são de nacionalidade espanhola, ou seja, 42,5%. A Europa é, contudo, o continente mais representado, com um total de 38 atletas, segue-se a América do Sul (7), a América do Norte (1) e África (1).

Há uma outra leitura interessante: as duas equipas têm jogadores de 14 países. A Espanha está obviamente em maioria (20), depois surge a França com seis elementos (Varane, Theo, Benzema, Umtiti, Digne e Dembélé), o Brasil com dois jogadores em cada uma das equipas (Marcelo e Casemiro por parte do Real Madrid, Paulinho e Rafinha pelo Barcelona).

Portugal e Croácia (Modric, Kovacic e Rakitic) são os países imediatamente a seguir nesta lista, ambos com três. No Real Madrid, que num passado recente chegou a ter quatro internacionais lusos no plantel (Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão, Pepe e Cristiano Ronaldo), o único resistente agora é CR7, a estrela maior do clube. Já do lado do Barcelona, que também tem um passado bem português, estão André Gomes e Nélson Semedo.

Alemanha (Kroos e Ter Stegen), Argentina (Mascherano e Messi), Turquia (Arda Turan), Uruguai (Luis Suárez), Costa Rica (Keylor Navas), Marrocos (Achraf), País de Gales (Bale), Bélgica (Vermaelen) e Holanda (Cillessen) completam o lote de 14 países presentes nos dois colossos espanhóis.

Se analisarmos cada uma das duas equipas, o Barcelona tem futebolistas de 11 países, o Real Madrid fica-se pelos nove, mas enquanto na equipa de Zinedine Zidane há atletas de quatro continentes, no Barcelona só estão dois representados (Europa e América do Sul). Os dois rivais têm atletas espanhóis, franceses, brasileiros, portugueses, croatas e alemães. Outro dado curioso: há 14 futebolistas que possuem dupla nacionalidade, a grande maioria espanhola, casos de Keylor Navas, Marcelo, Theo, Rafinha e Lionel Messi.

Apesar da grande legião de jogadores estrangeiros de um e outro lado, a verdade é que houve uma redução comparativamente com o clássico da época passada, quando no Barcelona existiam jogadores de 13 nacionalidades e no Real Madrid eram dez. Isto explica-se com as saídas de jogadores como Claudio Bravo, James Rodríguez e Mariano.

Ronaldo e Messi... iguais

As estrelas maiores de Real Madrid e Barcelona, falamos obviamente de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, um em representação da Europa, o outro da América do Sul, chegam a este clássico com uma grande curiosidade a rodeá-los. É que ambos contam 53 golos marcados no corrente ano civil. Ou seja, se um marcar e o outro não, ou se um marcar mais do que outro, dobra o ano com mais esta marca nesta que é também uma luta pessoal.

Este clássico no Santiago Bernabéu reveste-se de uma extrema importância para o Real Madrid, que atualmente está no quarto lugar da Liga espanhola, a 11 pontos do rival Barcelona, mas com menos um jogo disputado. Ou seja, esta será uma grande oportunidade para os merengues reduzirem a distância e continuarem a lutar pelo título, pois em caso de derrota (ou mesmo empate), apesar de ainda haver muito campeonato por disputar, as contas ficam bastante complicadas.

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