Exclusivo "Neemias na NBA? Depende de uma boa agência. Só talento não chega"

Poste português prepara-se para entrar na maior liga do mundo. Ser escolhido no draft depende de dinheiro, jogos de interesses e poder. Jean-Jacques tem aberto algumas portas nos EUA e explica ao DN como se entra na NBA.

Neemias Queta está, pela segunda vez, posicionado para o draft da NBA. A 29 de julho ficará a saber se será o primeiro português a entrar na liga profissional americana de basquetebol, a maior e mais competitiva do mundo. Ser escolhido "é complicado", mas não tanto como se pensa. "Tudo depende de ter uma boa agência. Só talento não chega", avisa Jean-Jacques, a lenda do basquetebol angolano, que brilhou no Benfica e que agora ajuda outros basquetebolistas a chegar onde ele não quis entrar.

"Quem controla o draft são as agências. Os jogadores assinam por uma agência devidamente licenciada para trabalhar com a NBA e depois é essa agência que escolhe as equipas onde eles vão fazer treinos de exibição e quando o fazem já sabem as necessidades das equipas. O lugar no draft também é controlado porque quanto mais acima estiver melhor contrato fazem e mais dinheiro dão a ganhar aos intervenientes no processo. Tem tudo a ver com dinheiro e interesses económicos", explicou ao DN o antigo jogador, que em 2019 ajudou Bruno Fernando a ser o primeiro basquetebolista angolano a entrar no mais famoso campeonato de basquetebol mundial.

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