MVP do Super Bowl esteve para se retirar e era suplente

Nick Foles foi o herói da primeira vitória dos Philadelphia Eagles. 67,6 mil nas bancadas e cem milhões à frente da TV

A 52.ª edição do Super Bowl ficou marcada pelo triunfo histórico dos Philadelphia Eagles, que ergueram pela primeira vez o troféu ao bater os detentores do título, os New England Patriots, por 41-33, e pela grande exibição do quarterback Nick Foles, eleito MVP.

Os 67 612 espectadores que estiveram no U.S. Bank Stadium, em Minneapolis (estado de Minnesota) e os cerca de cem milhões que assistiram ao jogo através da televisão testemunharam a consagração de um jogador que tinha tudo para estar ofuscado nesta final.

O n.º 9 dos agora campeões regressou à equipa há cerca de um ano - depois de uma primeira passagem entre 2012 e 2014 -, mas antes de assinar contrato esteve quase para pendurar as botas, depois de algum tempo parado devido a lesão. Contudo, numa excursão pelas montanhas na companhia do cunhado, decidiu dar uma última oportunidade à carreira.

Fê-lo em boa hora, inicialmente para ser suplente de Carson Wentz. Porém, uma grave lesão do companheiro no ligamento cruzado anterior de um joelho abriu-lhe as portas da titularidade e... do protagonismo. Foles terminou a partida com 373 jardas e três passes para touchdown, tendo também concretizado um, tornando-se o primeiro quarterback a fazer passe e a concretizar um touchdown num Super Bowl. "Inacreditável. Senti--me calmo. Temos um grupo muito forte e sentimo-nos confiantes. Quem joga desde criança, sonha com este momento. Estou a viver esse sonho e muito feliz por poder comemorar esse título", afirmou Foles após o encontro.

Para merecer a distinção, Foles teve de vencer uma batalha épica diante do quarterback adversário, o histórico Tom Brady, que bateu o recorde de jardas aéreas num Super Bowl (505) e lançou ainda três touchdowns. Brady, considerado por muitos como o melhor quarterback de todos os tempos, foi vítima da maldição do MVP da temporada regular - que não consegue vencer o título desde 1999-00, quando Kurt Warner liderou os Saint Louis Rams - e sofreu a terceira derrota no evento, uma mancha no seu legado.

O jogo ficou marcado por uma postura bastante ofensiva das duas equipas, o que valeu a queda de um recorde que durava desde 1950, ano em que uma bola de um jogo da NFL [Liga de Futebol Americano dos Estados Unidos] viajou 1133 jardas. Na madrugada de ontem, o registo foi de 1151, tendo os patriots sido a primeira equipa da história do campeonato a superar as 600 jardas num jogo e ainda assim a sofrer a derrota.

Quatro milhões por 30 segundos

Num dos maiores eventos desportivos do ano em terras de tio Sam, cada 30 segundos de publicidade tinham um custo de mais de cinco milhões de dólares (cerca de quatro milhões de euros). Não é para menos. Mais do que um jogo decisivo de futebol americano, trata-se de um espetáculo. Como habitualmente, contemplou dois momentos musicais: Pink cantou o hino dos Estados Unidos e Justin Timberlake atuou ao intervalo, o que aconteceu pela terceira vez.

Precisamente ao intervalo, os eagles já estavam na frente, por 22-12, e bem encaminhados para se tornarem a 20.ª equipa a vencer o jogo de encerramento da temporada da NFL desde 1967. Já os patriots desperdiçaram a possibilidade de conquistar o sexto título (após 2001, 2003, 2004, 2014 e 2016) e de consequentemente igualarem o recorde dos Pittsburgh Steelers, que saíram vencedores em 1974, 1975, 1978, 1979, 2005 e 2008.

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