Murray festeja subida a n.º 1 com conquista de Paris e um recorde

Escocês venceu Isner na final do Masters Paris e festejou da melhor forma a liderança do ranking. Esta segunda-feira será oficializado como sucessor do trono que era de Djokovic desde 2014

Andy Murray vezes oito! A conquista do Masters Paris, ontem, frente a John Isner, foi o oitavo título do escocês em 12 finais neste ano. Um novo recorde pessoal - ultrapassou os seis títulos de 2009 - e do circuito em 2016, pois ultrapassou os sete de Djokovic. Hoje o escocês será coroado como número um mundial pela Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), sucedendo a Novak Djokovic, que era líder desde 7 de julho de 2014.

"Estou muito feliz com o momento que estou a viver e com o que tenho alcançado. Tenho de aproveitar o facto de ser n.º 1, porque posso só ficar neste posto uma semana", brincou Murray, que na verdade irá ficar pelo menos duas semanas como líder, superando o registo de Pat Rafter (uma).

O escocês de 29 anos juntou a conquista do Masters de Paris aos triunfos em Wimbledon, Roma, Xangai, Jogos Olímpicos, Londres, Pequim e Viena. "A jornada até ao topo do ranking foi incrível", disse, ainda em court, após vencer Isner.

O escocês era o único do chamado Big Four (Federer, Nadal, Djokovic e Murray) que ainda não conhecia a sensação de ser o melhor de todos. Conseguiu-o no sábado e sem entrar no court. Raonic desistiu do Masters de Paris, por lesão, e fez de Murray líder mundial por antecipação.

Ontem, menos de 24 horas depois de fazer história como o 26.º líder mundial, o escocês de 29 anos subiu ao court com motivação extra para bater o gigante americano, em duas horas e 18 minutos. O histórico era favorável. Nas outras sete vezes que se haviam enfrentado (duas delas nesta temporada), o britânico levou sempre a melhor, e, ontem, não foi diferente. Mas teve de resistir a John Isner e a 18 ases, para vencer pelos parciais de 6-3, 6-7 (4-7) e 6-4.

Na cerimónia de entrega de troféus, Murray agradeceu a presença dos adeptos, porque "fez toda a diferença fazer o aquecimento já com o estádio lotado e ver muitas pessoas com a bandeira da Escócia".

O bicampeão olímpico somou assim o 43.º troféu da carreira e ainda impediu Isner de conquistar o seu primeiro título Masters. "Tenho de dar os parabéns ao Andy, primeiro pelo título e depois pelo número um. É um feito incrível e ele merece-o", referiu Isner.

E o que sentiu a mãe, quando percebeu que o filho, a quem um dia apelidou de "sem talento", ia ser número um. "Sei o quão duro ele trabalhou para chegar ao topo, acho que ninguém trabalha tanto como ele. É a recompensa pela sua perseverança, paciência e resiliência, porque ele é um lutador incrível", elogiou Judy Murray, lembrando o feito: "Ele chegou a número um numa era incrivelmente forte. Federer, Djokovic e Nadal dominaram o circuito nos últimos anos e ele esteve sempre lá e agora conseguiu encontrar uma forma de chegar ao topo."

Mas o novo número um vai ter pouco tempo para dormir sobre a liderança, já que o ATP Finals, que junta os melhores oito do ano, começa na próxima segunda-feira (dia 13). E Djokovic vai querer recuperar a liderança do ranking. A diferença entre eles é agora de 405 pontos e o campeão do ATP Finals pode somar até 1500 pontos. O alinhamento já foi definido: Murray, Djokovic, Wawrinka, Raonic, Nishikori, Monfils, Cilic e Thiem. E o sorteio é hoje.

Ténis sobreviverá sem Federer

Roger Federer não joga o ATP Finals, já que saiu do top 10, após fazer uma pausa na carreira para recuperar de uma lesão e voltar em janeiro de 2017. Mas isso não o preocupa e até lhe deu uma nova visão do ténis. "Nas últimas semanas fiquei com uma ideia do que é o circuito sem mim. É bom ver os fãs estranharem a minha ausência e ver que o ténis não é o mesmo, mas o certo é que o ténis sobreviverá sem mim e vão aparecer novas estrelas no circuito", disse o ex-número um mundial, em declarações ao La Nacion.

O tenista suíço, de 35 anos, acredita, no entanto, que será estranho para os fãs da modalidade não o ver em court: "Adoro este desporto, tenho necessidade de o seguir. Chegará o tempo em que não estará nem Rafael Nadal nem o Roger Federer. Claro que vai ser estranho, pois as pessoas têm-nos visto em court nos últimos 20 anos. Mas o ténis sobreviverá muito bem sem mim."

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