Rojas, de apenas 21 anos, dá o primeiro ouro à Venezuela

A nova campeã do mundo do triplo salto é a venezuelana Yulimar Rojas, de apenas 21 anos, que assim sucede à colombiana Caterine Ibarguen, que esteve praticamente cinco anos sem perder em grandes competições.

A final do triplo no Mundial de Londres, atingiu hoje um nível elevadíssimo, com o pódio a fechar a 14,77 metros e as portuguesas Patrícia Mamona (nona) e Susana Costa (11.ª) a passarem discretamente pela 'festa' de Yulimar, a vice-campeã do Rio2016 que sobe mais um pequeno degrau na sua ainda curta mas fulgurante carreira.

Yulimar Rojas, treinada em Espanha no mesmo grupo que Nelson Évora, pelo lendário Ivan Pedroso, chegou aos 14,91 no quinto ensaio, ultrapassando finalmente Ibarguen por dois centímetros somente.

Ibarguen não pode ter boas recordações do estádio olímpico de Londres, já que a sua última derrota foi justamente aqui, nos Jogos Olímpicos de 2012 - perdida então para a cazaque Olga Rypakova, hoje terceira com 14,77. Depois, Ibarguen foi dupla campeã do mundo e campeã olímpica.

Também em pista esteve Nelson Évora, mas ainda na fase das qualificações, com um apuramento fácil para a final, com 16,94 metros (sexta marca). Nota muito positiva, também, para David Lima, que correu os 200 metros em bons 20,54 segundos, o suficiente para ser um dos repescados e estar no grupo dos 24 semifinalistas.

A Jamaica 'desforrou-se' das derrotas para os Estados Unidos em 100 e 200 metros e arrebatou o ouro nas barreiras: Omar McLeod é o novo campeão (13,04), juntando o título de hoje ao de campeão olímpico e mundial 'indoor'.

Atrás dele ficaram o russo - aqui 'atleta neutro' - Sergei Shubenkov (13,14) e o húngaro Balazs Baji (13,28), enquanto os norte-americanos ficaram arredados do pódio.

Outro título do Rio2016 defendido com sucesso foi o dos 1.500 metros femininos, como quase sempre uma corrida muito tática e decidida na reta da meta, com recuperações notáveis e perdas de medalhas em poucos metros.

A queniana Faith Kipyegon (4.02,59) junta esta coroa à do Rio2016. Com uma ponta final cheio de força, a norte-americana Jennifer Simpson (4.02,76) e a sul-africana Caster Semenya (4.02,90) chegam a ouro e prata, deixando fora do pódio a holandesa Sifan Hassan, que abordou a reta final ainda a liderar.

Surpreendente inscrita, Semenya ganhou a sua aposta, ela que é a dupla campeã olímpica de 800 metros, distância em que não se duvida que continue a 'reinar' em Londres.

A outra final do dia foi a do lançamento do martelo do setor feminino, em que o poderio da polaca Anita Wlodarczyk não dava para enganar. A única atleta acima dos 80 metros (por 11 vezes já) ficou-se por mais do que suficientes 77,90.

A agora tripla campeã do mundo e dupla campeã olímpica deixou a quase dois metros a chinesa Wang Zheng (75,98), ficando a medalha de bronze para outra polaca, Malwina Kopron (74,76).

Após quatro dias de competição, o quadro de medalhas continua bastante repartido e só os Estados Unidos (2 ouro/5 prata/2 bronze) e o Quénia (2/1/2) é que já chegaram aos dois títulos.

Na classificação por pontos, imperam Estados Unidos (76), Quénia (62), Etiópia e Polónia (33 cada), quando faltam cinco dias de competição ainda.

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