Moldávia foi esmagada no mais robusto triunfo caseiro de sempre

Seleção nacional mantém liderança invicta no Trophy e cilindrou uma fraca equipa de Leste, conseguindo nove ensaios para os finais 59-0. E já são seis os triunfos consecutivos...

Em condições normais de pressão e temperatura, sabia-se que as dez posições acima no ranking mundial ditariam uma vitória folgada, ontem no Jamor, de Portugal diante da Moldávia no primeiro duelo de sempre entre ambas para a 4.ª jornada do European Trophy.

Ainda só estavam decorridos 97 segundos de jogo e já os líderes invictos da prova faziam o toque de meta inaugural num festim concluído com nove ensaios - ao estilo de "muda aos 28 e acaba aos 59" -, construindo um resultado concludente e histórico - o mais robusto triunfo caseiro da nossa seleção - diante de uma equipa que, tendo chegado a Lisboa apenas a meio da tarde de sexta, mostrou ter um registo demasiado amador, mesmo para um 3.º escalão europeu.

Com esta vitória Portugal alarga para nove os pontos de vantagem sobre a Holanda no topo da classificação a uma jornada do final (os holandeses têm um jogo a menos), pelo que o 1.º lugar - e o concomitante jogo de repescagem com a Bélgica para definir a presença, na próxima época, no Championship, II divisão europeia - está praticamente assegurado.

Tal como quando se vai à ópera, e os espectadores conhecem a trama e seu final, pelo que o que interessa mesmo é o desempenho dos artistas, sabia-se que Portugal iria superiorizar-se facilmente ao quinze de Leste. Mas pairavam dúvidas quanto à exibição que seria produzida. E esta, se a espaços foi estimulante - sempre que a seleção decidiu aumentar o ritmo de jogo e acelerar os encadeamentos - em muitos momentos da partida foi preocupante, tal a soma de erros e o adormecimento por parte dos homens de Martim Aguiar, que não se cansava de pedir lá para dentro mais velocidade. Mas se para dançar o tango são precisos dois, para esta Moldávia o relvado do campo de honra do Jamor estava mesmo inclinado a seu desfavor...

Só aos 20" Portugal voltou a abrir o jogo e após belas mãos (e rins!) de Gonçalo Uva ao captar um passe para os seus tornozelos, Nuno Penha e Costa - autor de 18 pontos e que comandou com mestria o jogo português - fez o primeiro dos seus dois ensaios (14-0) perante um quinze só com três velocidades: devagar, muito devagar... e parado.

As fases estáticas de conquista de bola afinal mostravam não ser o pesadelo que se temia - os melhores pilares moldavos não vieram a Lisboa - e sempre que a bola era aberta para os três-quartos nacionais era um vê-se-te-avias na esburacada defesa adversária.

E mesmo com menos um - rigoroso amarelo a Vasco Fragoso Mendes mostrado pelo árbitro irlandês Gaffikin, com pouca categoria - os Lobos marcariam por mais duas vezes (Penha e Costa e Pinto de Magalhães) para 28-0 ao intervalo.

O 2.º tempo seria bem mais penoso para os moldavos e Portugal faria mais uma mão-cheia de ensaios tirando dividendos das substituições, com os reforços a mostrarem serviço perante adversários que acusavam o calor e a fadiga, arrastando-se em campo. Marcariam Manuel Vilela, o estreante Afonso Rodrigues (fantástico slalom de 50 metros), Sebastião Villax,Vasco Ribeiro (justíssimo face ao muito que produziu) e Nuno Mascarenhas .

A seleção aumentou para seis jogos a sua sequência de triunfos, algo que não conseguia desde 2004 e volta a entrar em ação a 1 de abril, quando concluirá, na Ucrânia (última colocada só com derrotas), a participação no European Trophy.

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