Miguel Oliveira com mais do que uma proposta para o MotoGP

KTM ofereceu um lugar na equipa ao piloto português... mas não é a única interessada. Pai revelou ao DN que existem mais propostas para correr entre a elite em 2019.

Miguel Oliveira vai correr no MotoGP em 2019 e fazer história no desporto português, como o primeiro a correr entre a elite mundial, ao lado de Lorenzo Marquez, Dani Pedrosa e Valentino Rossi. A equipa é que ainda é segredo. Depois de o diretor da KTM, Pit Beirer, ter dito à Speedweek.com que ofereceu um lugar ao piloto português na equipa da Tech3/KTM de MotoGP, o pai e manager do piloto confirmou e disse ao DN que "há mais do que um convite".

"Estamos em conversações, não só com a KTM mas com outras equipas e vamos ver o que pode ser melhor para o Miguel num futuro muito em breve", disse Paulo Oliveira, sem revelar o nome das outras equipas interessadas: "Sendo nós de um país com zero de interesse comercial num campeonato mundial, por vezes falar demasiado pode estragar o negócio."

No entanto, há uma coisa que salta à vista, na opinião do manager do piloto de Almada. "O Miguel Oliveira é um piloto bastante apetecível e como tal tem algumas ofertas, em que a KTM é uma delas. É uma equipa que gosta de apostar nos pilotos da formação e obviamente não gostaria de o perder e vamos fazer de tudo para chegar a um bom acordo", revelou.

Ter um português no MotoGP será algo inédito, mas não implica necessariamente um investimento milionário: "É o talento do Miguel que o coloca na posição em que está e por isso vamos tentar dar passos certos para não comprometer o objetivo. Mas não temos essa necessidade de andar à caça do patrocínio para viabilizar a participação. O que pode acontecer é alguma marca querer aproveitar a boleia do Miguel para entrar no MotoGP, que é uma marca de expressão mundial."

"Felizmente", segundo Paulo Oliveira, o motociclismo nesse aspeto é diferente da Fórmula 1, onde os patrocínios é que colocam pilotos e muitas vezes compram lugares nas escuderías. "No MotoGP isso não acontece, felizmente ainda é o talento que está em primeiro plano. É o Miguel Oliveira que chega ao MotoGP e não o dinheiro", indicou.

O piloto português de 23 anos, atualmente no Moto2, vai definir o futuro "antes da paragem de verão". E se hoje o motociclista já tem "duas ou mais" propostas para correr entre a elite, esse número pode ainda subir. Isto porque há peças importantes no xadrez atual, como Dani Pedrosa, que está de saída da Honda, ou Jorge Lorenzo, que vai sair da Ducatti, que podem abrir novos lugares.

Para já Miguel Oliveira quer "continuar" a mostrar no Moto2 que merece mais. Este fim de semana alcançou o terceiro lugar no Grande Prémio das Américas. Saiu da 12.ª posição da grelha de partida e foi ultrapassando adversários até cortar a meta em 3.º lugar e ascender ao 4.º posto do campeonato de velocidade.

A próxima prova do Mundial de Moto2 está agendada para o início de maio na pista de Jerez de la Frontera, em Espanha. Um circuito onde Miguel vai contar, pela primeira vez, com uma bancada de fãs oficial, que juntará centenas de pessoas no apoio ao atleta.

Uma medida de charme que pretende ajudar a convencer o português a assinar, pois, para o diretor desportivo da marca austríaca, que o português representa desde 2014, "a KTM não pode deixar que um piloto como o Miguel, que é forte em Moto2 e foi vice-campeão do mundo de Moto3, não continue". "Agora, ele não vai poder dizer que vai ficar no Moto2 novamente por um ano, ele tem de aproveitar esta oportunidade no MotoGP e nós podemos oferecer-lhe isso", reforçou Pit Beirer.

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