Melhor surfista do Brasil não arranja patrocínio: "Não sou bonitinha"

Silvana Lima foi duas vezes vice-campeã mundial, mas queixa-se que nunca teve apoios e que sofre para pagar as contas todos os meses

Silvana Lima está no circuito mundial de surf desde 2008 e, aos 31 anos, é a melhor surfista brasileira da atualidade. Atual 44.ª classificada na hierarquia WSL, a surfista natural de Paracuru, Ceará, conta com dois vice-títulos mundiais (2008 e 2009) e foi sempre quem esteve mais perto de quebrar o domínio da australiana Stephanie Gilmore, que arrecadou cinco de seis títulos entre 2007 e 2012 (pelo meio, a atual campeã Carissa Moore conseguiu, em 2011, o seu primeiro de três títulos, num ano em que Silvana foi 5.ª da geral).

Recentemente, Silvana foi o pretexto de uma reportagem da BBC, mas não necessariamente pelas suas proezas desportivas. A surfista queixa-se que nunca conseguiu ter um bom patrocínio e que, por isso, manter uma carreira profissional é quase insustentável.

"Para as marcas de surfwear, as pessoas têm que ser modelos e surfistas ao mesmo tempo. Então quem não é modelinho acaba por não ter patrocínio, como foi o meu caso. Tornamo-nos descartáveis. Como não sou bonitinha...", lamentou Silvana.

Esta não é a primeira vez que a surfista foca uma entrevista na dificuldade em ter apoios. Em 2015, à Hardcore Brasil, desatou a chorar, reclamando um lugar na "Brazilian Storm" - expressão lançada em 2011 para descrever a crescente influência dos brasileiros no circuito mundial, confirmada com as conquistas mundiais de Medina (2014) e Adriano de Souza (2015).

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