Médicos não autorizam Fernando Alonso a correr no Bahrein

Piloto espanhol ainda não está em condições, depois do violento acidente na Austrália

O espanhol Fernando Alonso (McLaren) vai falhar o Grande Prémio de Fórmula 1 do Bahrein, por razões médicas, após o violento acidente sofrido na primeira prova do Mundial, na Austrália, anunciou esta quinta-feira a escuderia do piloto.

"Na sequência de uma decisão dos médicos da Federação Internacional do Automóvel (FIA), Fernando Alonso não irá participar este fim de semana no GP do Bahrein", refere a McLaren em comunicado.

O lugar do piloto espanhol será ocupado pelo belga Stoffel Vandoorne, de 24 anos, atual campeão da GP2, que fará no GP do Bahrein, segunda prova do Mundial, a sua estreia na Fórmula 1.

"Tentei até ao último minuto correr no Bahrein, após o acidente na Austrália. Têm sido dias difíceis, logicamente, depois de tal impacto, mas o meu pensamento está apenas em querer ajudar a equipa após o incrível trabalho que fizeram esta semana", refere o piloto no seu sítio oficial.

Fernando Alonso acrescenta que entende a posição dos médicos da FIA, que recomendaram a sua não participação, e promete agora que irá ajudar com toda a sua força no apoio aos companheiros.

A departamento médico da FIA comunicou à McLaren que "após o exame realizado esta manhã ao piloto espanhol, no Bahrein, foi decidido que Fernando Alonso não participe no GP deste fim de semana".

A decisão do corpo clinico da FIA foi tomada após a comparação de duas tomografias computadorizadas ao tórax e que indicaram não estarem ainda reunidas as condições mínimas para Fernando Alonso competir em segurança.

O piloto espanhol sofreu um violento acidente na 17.ª volta ao circuito de Melbourne, quando estava a tentar ultrapassar o mexicano Esteban Gutiérrez (Haas), que destruiu por completo o monolugar e obrigou à interrupção da corrida.

"Estou consciente de que gastei hoje uma das vidas que me restavam. Quero agradecer à McLaren e à FIA pela segurança atual dos monolugares. Aos meus companheiros e aos adeptos pela preocupação mostrada e apoio incondicional", escreveu Alonso, na altura, nas redes sociais.

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.