'Legalize it'. Eugene quer canábis medicinal no futebol americano

Eugene Monroe, jogador dos Baltimore Ravens (NFL), cansou-se dos efeitos secundários dos analgésicos que tomava para tratar as lesões e avançou com campanha inovadora - e polémica -, em defesa da marijuana como medicamento alternativo

Concussões, contusões e outras lesões violentas sempre foram dores de cabeça para jogadores de futebol americano. Eugene Monroe, atleta dos Baltimore Ravens, tem uma proposta original - e polémica - para tratá-las ou, pelo menos, amenizá-las: o uso medicinal de marijuana. E quer que a National Football League (NFL) despenalize a sua utilização. Legalize it é a causa fraturante, que uma figura improvável traz para a ribalta nos EUA.

Monroe tem idade (29 anos) e experiência suficientes (sete épocas na NFL, liga norte-americana de futebol americano) para ter ficado com muitas marcas no corpo. Já teve lesões nos ombros, entorses nos tornozelos e concussões (pancadas na cabeça com impacto nas funções cerebrais), como é próprio deste desporto, que tem tanto de tática como de contacto físico violento entre os jogadores. E foi numa dessas paragens forçadas que se cansou dos efeitos secundários dos fortes analgésicos que tomava. Para o offensive tackle dos Baltimore Ravens a solução devia ser outra.

"Sabemos que os medicamentos não são tão seguros como os médicos pensavam, causando maiores taxas de dependência e mortes por todo o país. Em alternativa temos a canábis, que é muito mais saudável, menos viciante e, francamente, pode ser melhor no controlo da dor", alega Monroe, citado pelo New York Times. Eugene não está só nesta causa - apoiada por ex-jogadores famosos - mas provocou celeuma ao ser o primeiro atleta no ativo a falar abertamente no assunto.

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