Justiça norte-americana condena dois ex-dirigentes sul-americanos por suborno

Estas acusações têm uma moldura penal máxima de 20 anos de prisão, cabendo agora à juíza federal Pamela Che decidir qual a sentença nas próximas semanas

Um tribunal nova-iorquino condenou esta sexta-feira dois dos três antigos dirigentes do futebol sul-americano que estavam acusados de suborno de milhões de dólares na sequência do escândalo que abalou a FIFA.

Após seis dias de deliberações, José Maria Marín, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), de 85 anos, foi condenado em seis das sete acusações que sobre ele impendiam, enquanto Juan Angel Napout, de 59, ex-presidente da Federação Paraguaia de futebol e da Confederação Sul-Americana (Conmebol), foi considerado culpado em três das cinco acusações que recaíam sobre si.

Estas acusações têm uma moldura penal máxima de 20 anos de prisão, cabendo agora à juíza federal Pamela Chen decidir qual a sentença nas próximas semanas.

Os jurados ainda não chegaram a um veredicto sobre o terceiro réu, Manuel Burga, de 60 anos, ex-presidente da Federação peruana, e retomarão as suas deliberações no tribunal federal em Manhattan, a partir da próxima terça-feira. Burga foi o único dos três arguidos acusado de apenas um crime, o de associação criminosa.

Este veredicto parcial surge na sequência de um mês de audiências que expuseram 25 anos de suborno em torno dos principais torneios do continente sul-americano, nos quais grandes empresas de 'marketing' desportivo e de televisão doaram milhões de dólares para garantir os direitos de televisivos dos jogos de maior audiência no continente.

Um total de 42 dirigentes do futebol mundial, principalmente sul-americanos, mas também norte-americanos como Chuck Blazer, ex-secretário-geral da Concacaf, que abrange a América do Norte, Central e as Caraíbas, que faleceu em julho passado, foram acusados pela justiça dos EUA.

Apenas três foram julgados, os outros declararam-se culpados e aguardam a respetiva sentença, e outros ainda foram julgados no seu país, evitando a extradição para os Estados Unidos, como o ex-vice-presidente da FIFA, Jack Warner, de Trinidad e Tobago, ou Marco Polo Del Nero, atual presidente da CBF, que foi suspenso por 90 dias pela justiça interna da FIFA.

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