Leixões fez o que ainda nenhuma equipa tinha feito no Dragão nesta época

Equipa de Matosinhos, da II Liga, foi a primeira a conseguir manter baliza a zero em casa do FC Porto de Sérgio Conceição. E continua a liderar o grupo D da Taça da Liga

O arranque do FC Porto na Taça da Liga foi ao pé coxinho. Os dragões receberam o Leixões e não foram além de um empate com o líder do grupo D.

Sérgio Conceição tinha avisado que a Taça da Liga era a "primeira competição" que o FC Porto podia ganhar nesta época, por isso entrou com um onze bastante competitivo. E também porque este Leixões, apesar de disputar a II Liga, não é uma equipa qualquer - prova disso, os nove triunfos nos últimos 11 jogos antes desta visita.

Novamente sem Casillas, o treinador azul e branco quis ver outras caras e dar oportunidades a segundas linhas, mas ainda assim gente que por norma salta do banco. Ao contrário do que os grandes costumam fazer nesta competição, desta feita Sérgio Conceição pouco recorreu à equipa B e apenas o jovem Galeno teve direito a jogar de início. E, embora a grande maioria dos jogadores sejam figuras do plantel principal, a verdade é que a equipa começou por sentir a falta da criatividade de Brahimi e da velocidade de Alex Telles, Marega ou Coroña para criar desequilíbrios.

Por tudo isto, André Ferreira, guardião do Leixões, pouco trabalho tinha. Não havia fantasia nos azuis e brancos, e não apenas pela falta de homens como Brahimi mas também porque a equipa de Matosinhos se revelou sempre muito bem organizada e com qualidade a trocar a bola. O Leixões nunca se limitou apenas a defender. Tem as suas limitações, mas arriscou sempre que pôde, mesmo sem incomodar por aí além José Sá, que até na Taça da Liga reúne a preferência de Sérgio Conceição.

Após 45 minutos sem grandes oportunidades, o treinador dos azuis e brancos ainda deu mais 20 minutos ao onze inicial para resolver o jogo. O FC Porto, contudo, não conseguia encontrar soluções para furar uma defesa de betão vinda de Matosinhos, pelo que teve de recorrer aos pesos-pesados, como Brahimi, Marega e Coroña.

O Leixões era agora mais defensivo do que no primeiro tempo, até porque o empate era um resultado positivo, fruto da vitória na primeira jornada. Sérgio Conceição percebeu isso mesmo e fez saltar os craques do banco. E mal saltaram, diga-se, notou-se a diferença.

Se em mais de 60 minutos sobraram os dedos de uma mão para contar as oportunidades de golo, com os fantasistas e velocistas em campo os dragões começaram a encontrar mais espaços. A bola já chegava em condições a Aboubakar e as ocasiões sucediam-se. Mas, ao contrário do que tem vindo a ser quase regra, o FC Porto não foi pragmático. Até na pequena área teve oportunidades nos últimos 20 minutos, mas a baliza de André Ferreira manteve-se sempre inviolável, sobretudo pelo desacerto azul e branco na finalização.

O Leixões pode gabar-se de ser a primeira equipa a sair do Dragão sem sofrer golos nesta época. E apenas a segunda a pontuar - antes, só o Besiktas, que venceu para a Liga dos Campeões. Os de Matosinhos lideram o grupo D, com quatro pontos em dois jogos. O FC Porto, que não ganha para a Taça da Liga há mais de mil dias, tem apenas um, tal como Rio Ave e Paços de Ferreira. FC Porto e Rio Ave têm um jogo em atraso.

As equipas jogaram com:

FC Porto - José Sá; Maxi Pereira, Reyes, Felipe, Layún; Hernâni (Corona, 65'), André André, Óliver, Otávio (Brahimi, 72'); Aboubakar, Galeno (Marega, 67')

Leixões - André; Jorge Silva, Jaime, Ricardo Alves e João Lucas; Breitner (Yousouf, 75'), Luís Silva, Stephen e Lamas (Ofori, 90'); Kukula (Derick, 62') e Evandro

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