Jonas é a novidade no dérbi que vale a liderança

Avançado de volta às opções no Benfica, Adrien e Gelson em dúvida no Sporting: são as contas de um confronto crucial, que ameaça marcar a época de águias e leões

Jonas é o homem em foco, mesmo que sejam baixas as probabilidades de jogar. Adrien e Gelson são dois pontos de interrogação, ainda que provavelmente acabem por ser titulares. No entanto, mais do que os nomes individuais - o avançado brasileiro está de regresso aos convocados após mais de três meses de ausência por lesão, é a grande novidade em torno do jogo - é o contexto que importa no dérbi lisboeta de hoje. O Benfica recebe o Sporting, com dois pontos de avanço e a liderança da I Liga em discussão: uma vitória ou, principalmente, uma derrota, neste fim de tarde, no Estádio da Luz, podem deixar marcas na época de águias ou leões.

O nome de Jonas marca o dérbi - mesmo que ele nunca tenha faturado num clássico com o Sporting. O avançado brasileiro, de 32 anos, converteu-se numa das maiores estrelas do Benfica (praticamente desde que chegou ao clube em setembro de 2014) e foi o melhor marcador da I Liga na época passada. Uma infecção no pé (após uma lesão no tornozelo) mantém-no afastado dos relvados desde agosto. Contudo, após meses de dúvidas e interrogações, o jogo de hoje pode marcar o seu regresso: o atacante está convocado, mesmo que o treinador Rui Vitória admita que só há "20% de hipóteses" de ser utilizado.

Do lado do Sporting, estão em dúvida duas peças nucleares no xadrez de Jesus - Adrien Silva e Gelson Martins, que voltaram engripados de Varsóvia. Ainda assim, o treinador leonino acredita o que os "dois jogadores possam recuperar". Afinal, seria raro que uma simples gripe afastasse um futebolista de um jogo tão importante como aquele em que hoje se discute a liderança da I Liga, como defendeu ontem Rui Vitória.

Na antevisão do jogo, os dois treinadores tentaram sacudir essa pressão. No entanto, o carácter crucial do encontro é inegável: apanha o Benfica a seguir a duas derrotas (Marítimo e Nápoles) e depois de as águias terem visto esfumar-se o avanço confortável que tinham na frente da I Liga; e o Sporting na ressaca da eliminação europeia, sem margem para deixar em xeque mais um objetivo da época (o principal).

Quem perder, se alguém perder (o empate servirá também os interesses do perseguidor FC Porto, que visita o Feirense, duas horas antes), arrisca entrar numa espiral de decadência. Afinal, o dérbi pode marcar a época. E, sempre que Benfica e Sporting se encontraram nestas condições (em casa das águias, com os encarnados à frente da I Liga e com dois pontos de avanço), o vencedor do clássico acabou por se sagrar campeão nacional.

Este é um cenário que já se verificou em cinco dos 82 dérbis disputados no reduto das águias para o campeonato - quatro vitórias do Benfica e uma do Sporting. O triunfo leonino aconteceu em 1947-48, no Campo Grande (1-4), com quatro golos de Peyroteo, que permitiram aos verdes e brancos igualarem os rivais na liderança (a vitória só valia dois pontos) e, depois, arrancarem para o título.

Nos outros quatro confrontos com este contexto, o Benfica levou a melhor e sagrou-se sempre campeão no final dessas épocas. À 12.ª jornada de 1941-42, venceu por 4-3; na ronda 12 da época 1944-45 o triunfo foi por 4-1; e, à 9.ª de 1960-61, Santana marcou o único golo da partida.

A última vez que um Benfica-Sporting teve este enquadramento foi em 2013-14, com Jorge Jesus então no comando das águias, Leonardo Jardim a treinar os leões. Então, uma vitória por 2-0 consolidou o Benfica como líder, à 18.ª jornada (Gaitán e Enzo Pérez fizeram os golos). Os dados estão lançados.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG