Zhang Dazhong reuniu-se com Jorge Mendes e José Mourinho

O Alibaba, que controla 40% do Evergrande Guangzhou, quer transfigurar o futebol na China

O gigante chinês do comércio eletrónico Alibaba quer tornar os seus milhões de clientes em amantes do desporto, numa tentativa de rentabilizar o crescente mercado da China neste setor, informou hoje um executivo da empresa.

"Queremos converter os nossos quase 500 milhões de clientes em adeptos do desporto", disse ao jornal de Hong Kong South China Morning Post Zhang Dazhong, o diretor do Alisports, a subsidiária do Alibaba direcionada integralmente para o desporto.

"A capacidade de consumo da China é imensa e gigante, o consumo de produtos relacionados com o desporto no país está prestes a disparar", acrescentou.

Zhang revelou ainda que no mês passado se reuniu com o treinador português José Mourinho e o seu empresário, Jorge Mendes, em Xangai, a "capital económica" da China.

Os clubes de futebol chineses gastaram mais de 250 milhões de euros até à data no mercado de transferências de inverno e o Presidente da China, Xi Jinping, já assumiu o desejo de tornar o país numa potência da modalidade.

Pequim vai também organizar os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022.

Lançado em setembro passado, o Alisports adquiriu já os direitos de transmissão para a China dos jogos da Liga de Futebol Americano (NFL, na sigla em inglês), e anunciou que irá patrocinar o Campeonato do Mundo de futebol.

Em 2014, o Governo chinês revelou que planeia expandir o mercado desportivo do país para mais de 680.000 milhões de euros até 2025, visando que este se torne um motor vital de desenvolvimento económico sustentável e social.

Entretanto, o Wanda Group, um dos maiores consórcios privados da China, comprou 20% das ações do clube de futebol Atlético de Madrid e adquiriu a Infront Sports & Media, empresa suíça que detém os direitos de transmissão dos jogos do Mundial.

Em dezembro passado, a empresa China Media Capital comprou uma participação de 358 milhões de dólares no clube de futebol inglês Manchester City.

Zhang disse que o Alisports não ambiciona comprar um clube, mas "antes criar uma plataforma para as equipas", assumindo que o grupo poderá vir a patrocinar uma grande liga.

O Alibaba poderá ajudar a modernizar a indústria na China e realizar o desejo de Xi - ver o país qualificar-se para a fase final do Mundial, organizar um Mundial pela primeira vez e um dia vencê-lo - acrescentou Zhang.

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