Vítor Pereira e Leonardo Jardim conquistam primeiras vitórias

Fenerbahçe e Mónaco estrearam-se a vencer na Liga Europa, na jornada desta quinta-feira. Já a Fiorentina, de Paulo Sousa, perdeu, num resultado que favorece o Belenenses.

Numa jornada 100% vitoriosa para as equipas portuguesas (o Sporting goleou o Skenderbeu, o Belenenses derrubou o Basileia e o Braga venceu o Marselha), os treinadores nacionais também não se saíram mal.. com exceção de Paulo Sousa.

No grupo A, o Fenerbahçe, de Vítor Pereira, somou a primeira vitória: 1-0, em casa, sobre o Ajax (golo de Fernandão). Nani jogou os 90 minutos na equipa turca, que subiu ao 2.º lugar do grupo, com quatro pontos (o líder é o Molde, que venceu o Celtic, por 3-1).

No J, o Mónaco, de Leonardo Jardim, também se estreou a vencer, com um 1-0 caseiro sobre o Qarabag, do Azerbaijão. Lacina Traoré marcou o único golo da equipa francesa, que contou com Ricardo Carvalho, João Moutinho e Bernardo Silva. Os monegascos ultrapassaram o Tottenham (que perdeu 2-1 na visita ao Anderlecht) e passaram a liderar o grupo, com cinco pontos e ainda sem derrotas.

Por fim, a Fiorentina, de Paulo Sousa, foi menos feliz: a equipa italiana perdeu em casa com o Lech Poznan (1-2, com golos de Kownacki, Gajos e Rossi). Assim, viu-se ultrapassada pelos polacos (e pel Belenenses) e caiu para o último lugar do grupo I.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

O populismo entre nós

O sucesso eleitoral de movimentos e líderes populistas conservadores um pouco por todo o mundo (EUA, Brasil, Filipinas, Turquia, Itália, França, Alemanha, etc.) suscita apreensão nos países que ainda não foram contagiados pelo vírus. Em Portugal vários grupúsculos e pequenos líderes tentam aproveitar o ar dos tempos, aspirando a tornar-se os Trumps, Bolsonaros ou Salvinis lusitanos. Até prova em contrário, estas imitações de baixa qualidade parecem condenadas ao fracasso. Isso não significa, porém, que o país esteja livre de populismos da mesma espécie. Os riscos, porém, vêm de outras paragens, a mais óbvia das quais já é antiga, mas perdura por boas e más razões - o populismo territorial.

Premium

João Gobern

Navegar é preciso. Aventuras e Piqueniques

Uma leitura cruzada, à cata de outras realidades e acontecimentos, deixa-me diante de uma data que, confesso, chega e sobra para impressionar: na próxima semana - mais exatamente a 28 de novembro - cumpre-se meio século sobre a morte de Enid Blyton (1897-1968). Acontece que a controversa escritora inglesa, um daqueles exemplos que justifica a ideia que cabe na expressão "vícios privados, públicas virtudes", foi a minha primeira grande referência na aproximação aos livros. Com a ajuda das circunstâncias, é certo - uma doença, chata e "comprida", obrigou-me a um "repouso" de vários meses, longe da escola, dos recreios e dos amigos nos idos pré-históricos de 1966. Esse "retiro" foi mitigado em duas frentes: a chegada de um televisor para servir o agregado familiar - com direito a escalas militantes e fervorosas no Mundial de Futebol jogado em Inglaterra, mas sobretudo entregue a Eusébio e aos Magriços, e os livros dos Cinco (no original The Famous Five), nada menos do que 21, todos lidos nesse "período de convalescença", de um forma febril - o que, em concreto, nada a tinha que ver com a maleita.