Um Argentina-Brasil em futebol no maior campo de Cricket do Mundo

O Melbourne Cricket Ground tem capacidade para albergar 100 mil pessoas e vai receber pela segunda vez um jogo da Argentina de Messi, que já atuou naquele estádio em 2007, num jogo com a Austrália, que venceu por 1-0.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, esta sexta-feira, que a seleção canarinha vai defrontar a Argentina, num jogo amigável marcado para o dia 9 de junho. O encontro será realizado em Melbourne, no maior estádio de cricket do mundo, o Melbourne Cricket Ground.

O jogo já tinha sido anunciado pela imprensa australiana, em dezembro, mas ainda não tinha data definida. E servirá para as duas seleções prepararem a participação na Taça das Confederações, prova que também contará com Portugal - o campeão da Europa.

"Não existe encontro melhor no mundo do futebol do que uma partida entre Brasil e Argentina e vai-se realizar em Melbourne", congratulou-se o diretor de turismo do estado de Vitória, John Eren.

O amigável está agendado para seis dias depois da final da Liga dos Campeões. Ora, para que as principais figuras das duas seleções, Neymar e Messi, possam ser os atores principais, o Barcelona não pode chegar à final da liga milionária...

O recinto, com capacidade para albergar 100 mil pessoas, vai receber pela segunda vez um jogo da Argentina de Messi, que já atuou naquele estádio em 2007, num jogo com a Austrália, que venceu por 1-0.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A direita definida pela esquerda

Foi a esquerda que definiu a direita portuguesa, que lhe identificou uma linhagem, lhe desenhou uma cosmologia. Fê-lo com precisão, estabelecendo que à direita estariam os que não encaram os mais pobres como prioridade, os que descendem do lado dos exploradores, dos patrões. Já perdi a conta ao número de pessoas que, por genuína adesão ao princípio ou por mero complexo social ou de classe, se diz de esquerda por estar ao lado dos mais vulneráveis. A direita, presumimos dessa asserção, está contra eles.