Três detidos antes do início do Benfica-FC Porto

A operação da Polícia de Segurança Pública (PSP) para o jogo entre Benfica e FC Porto, da 30.ª jornada da I Liga de futebol, registou até ao apito inicial três detidos por posse e deflagração de artefactos pirotécnicos.

"Os únicos incidentes que temos a referir são a deflagração de artefactos pirotécnicos e neste momento a detenção de três indivíduos por posse e deflagração de artefactos pirotécnicos. Esses três adeptos estão detidos na esquadra policial no interior do complexo desportivo. Amanhã serão presentes à autoridade judiciária", afirmou o comissário da PSP Sérgio Soares.

Segundo este responsável, o dispositivo de segurança de acompanhamento e entrada dos adeptos do FC Porto no Estádio da Luz foi "um sucesso", tendo decorrido "sem quaisquer incidentes". O último grupo dos cerca de 3.400 adeptos dos 'dragões' entrou para o interior do recinto pelas 17:53, ou seja, sete minutos antes do pontapé de saída.

"Acompanhámos 26 autocarros desde a cidade do Porto com polícias do Comando Metropolitano da PSP do Porto. Depois, a partir das portagens de Alverca estava já o dispositivo da PSP de Lisboa para acompanhar esses autocarros até à avenida Condes de Carnide, o local de parqueamento", explicou.

O comissário da PSP referiu ainda que a entrada dos últimos adeptos portistas já muito perto do início do encontro era algo que estava previsto na operação.

"A revista é morosa e é feita pelos assistentes de recintos desportivos sob a nossa supervisão. O nosso intuito inicial era que o último adepto do FC Porto estivesse dentro do recinto aquando do apito inicial e conseguimos que isso acontecesse. Foi um objetivo também cumprido", concluiu.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

"Orrrderrr!", começou a campanha europeia

Através do YouTube, faz grande sucesso entre nós um florilégio de gritos de John Bercow - vocês sabem, o speaker do Parlamento britânico. O grito dele é só um, em crescendo, "order, orrderr, ORRRDERRR!", e essa palavra quer dizer o que parece. Aquele "ordem!" proclamada pelo presidente da Câmara dos Comuns demonstra a falta de autoridade de toda a gente vulgar que hoje se senta no Parlamento que iniciou a democracia na velha Europa. Ora, se o grito de Bercow diz muito mais do que parece, o nosso interesse por ele, através do YouTube, diz mais de nós do que de Bercow. E, acreditem, tudo isto tem que ver com a nossa vida, até com a vidinha, e com o mundo em que vivemos.

Premium

Marisa Matias

Mulheres

Nesta semana, um país inteiro juntou-se solidariamente às mulheres andaluzas. Falo do nosso país vizinho, como é óbvio. A chegada ao poder do partido Vox foi a legitimação de um discurso e de uma postura sexistas que julgávamos já eliminadas aqui por estes lados. Pois não é assim. Se durante algumas décadas assistimos ao reforço dos direitos das mulheres, nos últimos anos, a ascensão de forças políticas conservadoras e sexistas mostrou o quão rápida pode ser a destruição de direitos que levaram anos a construir. Na Hungria, as autoridades acham que o lugar da mulher é em casa, na Polónia não podem vestir de preto para não serem confundidas com gente que acha que tem direitos, em Espanha passaram a categoria de segunda na Andaluzia. Os exemplos podiam ser mais extensos, os tempos que vivemos são estes. Mas há sempre quem não desista, e onde se escreve retrocesso nas instituições, soma-se resistência nas ruas.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Ser ou não ser, eis a questão

De facto, desde o famoso "to be, or not to be" de Shakespeare que não se assistia a tão intenso dilema britânico. A confirmação do desacordo do Brexit e o chumbo da moção de censura a May agudizaram a imprevisibilidade do modo como o Reino Unido acordará desse mesmo desacordo. Uma das causas do Brexit terá sido certamente a corrente nacionalista, de base populista, com a qual a Europa em geral se debate. Mas não é a única causa. Como deverá a restante Europa reagir? Em primeiro lugar, com calma e serenidade. Em seguida, com muita atenção, pois invariavelmente o único ganho do erro resulta do que aprendemos com o mesmo. Imperativo é também que aprendamos a aprender em conjunto.