Tianjin Quanjian de Paulo Sousa vence coreanos do Jeonbuk Motors

O clube chinês, treinado pelo português, venceu esta quarta-feira por 4-2 a formação coreana do Jeonbuk Motors, impondo a primeira derrota ao líder do Grupo E da Liga dos Campeões asiática.

O Jeonbuk Motors ainda empatou por duas vezes, respondendo aos golos de Wang Yongpo, aos oito minutos, e Zhang Cheng, aos 55, por Kim Shin-Wook, aos 37, e pelo brasileiro Adriano, aos 67, mas o Tianjin Quanjian impôs-se nos minutos finais.

O francês Anthony Modeste, que esteve em duas assistências para golo, desfez a igualdade aos 84 minutos e o brasileiro Alexandre Pato sentenciou de vez o encontro em 4-2, aos 90+3.

Com o triunfo frente ao líder do Grupo E, que soma nove pontos, o Tianjin Quanjian de Paulo Sousa consolidou o segundo lugar, com sete, quando faltam disputar duas jornadas da fase de grupos.

A formação japonesa do Kashiwa Reysol segue na terceira posição, com quatro pontos, seguida do Kitchee, de Hong Kong, com três. Apenas os dois primeiros classificados avançam para a fase seguinte.

Na quinta e penúltima jornada, a disputar em 4 de abril, o Tianjin Quanjian desloca-se a casa do Kitchee, enquanto o Kashiwa Reysol recebe o Jeonbuk Motors.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Borges

Globalização e ética global

1. Muitas das graves convulsões sociais em curso têm na sua base a globalização, que arrasta consigo inevitavelmente questões gigantescas e desperta paixões que nem sempre permitem um debate sereno e racional. Hans Küng, o famoso teólogo dito heterodoxo, mas que Francisco recuperou, deu um contributo para esse debate, que assenta em quatro teses. Segundo ele, a globalização é inevitável, ambivalente (com ganhadores e perdedores), e não calculável (pode levar ao milagre económico ou ao descalabro), mas também - e isto é o mais importante - dirigível. Isto significa que a globalização económica exige uma globalização no domínio ético. Impõe-se um consenso ético mínimo quanto a valores, atitudes e critérios, um ethos mundial para uma sociedade e uma economia mundiais. É o próprio mercado global que exige um ethos global, também para salvaguardar as diferentes tradições culturais da lógica global e avassaladora de uma espécie de "metafísica do mercado" e de uma sociedade de mercado total.