Suspeitas de corrupção estendem-se ao futebol

Além do andebol, o Sporting também estará a ser investigado por suspeitas de corrupção no futebol

Às suspeitas de corrupção no andebol, juntam-se as de corrupção no futebol no Sporting. Jogadores poderão ter recebido dinheiro para facilitar vitórias do Sporting em jogos da época passada, mas também no início desta temporada, avança a edição desta quarta-feira do Jornal de Notícias (JN)

Segundo o jornal, "os valores poderão ter atingido os 12.500 euros".

As suspeitas surgiram após a denúncia de Paulo Silva, que alega ter corrompido árbitros de andebol e jogadores de futebol.

O Jornal de Notícias conta que as instruções dadas aos atletas pelo empresário Paulo Silva seriam no sentido de darem "espaço ao Bas Dost", para que este pudesse marcar golos.

Jogos do Sporting frente ao Guimarães, Feirense, Chaves, Tondela, Aves e Estoril estão a ser investigados, apurou o JN. Terão sido estas as equipas dos atletas que Paulo Silva garante ter abordado.

Um dos jogadores em causa foi contactado pelo JN e negou ter participado neste esquema de corrupção. "Não conheço esse senhor [Paulo Silva], nunca estive com ele, nem nunca entrei em esquemas destes. Isso é pura invenção", disse o atleta do Vitória de Guimarães, que esteve no jogo em que Sporting venceu por 5-0, no passado mês de agosto.

De acordo com o jornal, o empresário Paulo Silva fez uma participação formal no Departamento de Investigação e Ação Penal do Ministério Público do Porto. Na altura, entregou telemóveis com mensagens áudio de WhatsApp, uma aplicação de mensagens. Neste esquema de corrupção, o denunciante envolve um outro empresário, que estará ligado ao Sporting.

Instruções de pagamentos, de encontros com árbitros e com jogadores de futebol constam das mensagens escritas. Gonçalo Rodrigues, do Gabinete de Apoio ao Atleta e Modalidades Profissionais do Sporting, que ontem suspendeu as suas funções no clube, aparece nas trocas de mensagens, refere o jornal.

O Sporting negou qualquer esquema de corrupção.

Suspeitas de corrupção no andebol

A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou ontem ao Diário de Notícias que o DIAP do Porto está a investigar o alegado esquema de corrupção que envolve o Sporting no andebol. O processo está em segredo de justiça.

Segundo avançou o Correio da Manhã (CM), o alegado esquema de corrupção no andebol envolvia "a compra de equipas de arbitragem, quer para os leões ganharem, quer para o FC Porto, com o qual disputaram o campeonato até ao fim, perder" e abrangeu a época de 2016/17, ganha pelo Sporting.

O CM cita conversas e trocas de mensagens de voz entre empresários, na aplicação da internet WhatsApp, e que segundo o jornal "mostram como André Geraldes, hoje diretor de futebol do Sporting, coordenava toda a batota".

O jornal publica ainda uma entrevista com um empresário - Paulo Silva -, alegadamente intermediário em todo o esquema, que fala em "fraude nas modalidades", confessa ter alinhado no esquema de corrupção "ao serviço do seu clube do coração [Sporting]" e diz que recebia 350 euros por cada árbitro de andebol que corrompia.

Já esta quarta-feira, a Polícia Judiciária está a efetuar buscas na SAD do Sporting relacionadas com suspeitas de atos de corrupção.

Segundo o CM, que avançou a notícia, as buscas decorrem no âmbito da investigação à corrupção desportiva no Sporting sobre a compra de árbitros no andebol. Decorrem ainda buscas na residência do Paulo Silva, que era quem alegadamente pagava aos árbitros, servindo de intermediário de André Geraldes (que no ano passado coordenava as modalidades), de acordo com notícias desta terça-feira.

As buscas envolvem elementos da Unidade nacional de Combate à Corrupção.

Já há quatro detidos e um deles é André Geraldes, diretor do futebol do Sporting, segundo a CMTV.

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