UEFA abre procedimentos disciplinares a Sporting e Benfica

Processo dos encarnados é decidido a 6 de outubro, o dos leões a 19. Em causa a última jornada da Liga dos Campeões

Sporting e Benfica viram a UEFA abrir-lhes procedimentos disciplinares, após os respetivos encontros da segunda jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, anunciou esta quinta-feira o organismo.

No Estádio José Alvalade, em Lisboa, durante a receção do Sporting ao Barcelona (vitória dos espanhóis por 1-0), um adepto invadiu o campo para beijar as chuteiras do argentino Lionel Messi, ação que valeu um processo ao Sporting, assim como o facto de existirem escadas bloqueadas.

A UEFA abriu igualmente um processo ao Benfica, depois de os seus adeptos terem atirado objetos para o relvado durante a goleada sofrida em casa dos suíços do Basileia (5-0).

O processo ao Benfica, assim como o castigo a aplicar a André Almeida, será decidido a 6 de outubro, enquanto o caso de Alvalade será julgado a 19 do mesmo mês.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?