Ações sobem 4,90% para 0,75 euros

Foram transacionados esta segunda-feira 8.263 títulos

As ações da SAD do Sporting subiram hoje 4,90% na segunda chamada do dia para 0,75 euros, tendo sido transacionados 8.263 títulos, depois de na primeira chamada terem ficado em consolidação de ofertas.

As empresas cotadas com pouca liquidez e dispersão bolsista, como é o caso da SAD do Sporting, têm uma negociação por chamada, ou seja, ocorre duas vezes por dia (às 10:30 e às 15:30), embora as ordens estejam sempre a entrar no sistema.

Na primeira chamada, as ações da SAD do Sporting ficaram em consolidação de ofertas, não tendo sido realizada qualquer transação, porque os preços propostos originariam uma cotação mais de 10% acima da última referência, de 0,715 euros na sexta-feira.

No domingo, a assembleia-geral de obrigacionistas do Sporting deu 'luz verde' ao adiamento por seis meses do prazo para o reembolso do empréstimo obrigacionista

Na chamada das 15:30 os títulos da SAD avançaram 4,90% para 0,75 euros.

No domingo a assembleia-geral de obrigacionistas do Sporting deu 'luz verde' ao adiamento por seis meses do prazo para o reembolso do empréstimo obrigacionista, de acordo com um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

No comunicado, a SAD do Sporting informou a CMVM que na assembleia-geral de obrigacionistas, realizada no domingo às 10:00, foi deliberado "sobre a modificação dos termos e condições das Obrigações e, em particular, a alteração da respetiva data de reembolso de 25 de maio de 2018 para 26 de novembro de 2018".

Esta emissão obrigacionista ocorreu entre 7 e 20 de maio de 2015, perfazendo até seis milhões de obrigações até 30 milhões de euros, com um valor nominal de cinco euros à taxa de juro de 6,25%.

Na última terça-feira, antes do primeiro treino para a final da Taça de Portugal, a equipa de futebol do Sporting foi atacada na Academia do clube, em Alcochete, por um grupo de cerca de 50 alegados adeptos encapuzados, que agrediram técnicos e jogadores, tendo a GNR detido 23 dos atacantes.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.