"Sejam mais rápidos, cheguem mais alto e estejam mais fortes"

António Costa visitou Centro de Alto Rendimento do Jamor. Ministro da Educação destacou apoios aos atletas olímpicos

O primeiro-ministro António Costa defendeu ontem que mais importante do que os resultados à chegada dos atletas olímpicos e paralímpicos portugueses é o momento de partida para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020.

António Costa assumiu esta posição no final de uma sessão de apresentação dos preparativos das delegações olímpica e paralímpica para os Jogos de Tóquio 2020, num discurso em que destacou a importância do desporto e do espírito olímpico em termos de promoção da inclusão social, da igualdade e do conhecimento científico.

"Como dizia Fernando Pessoa, a maior vitória não é chegar, mas partir, porque esse é o momento mais difícil, onde se colocam questões como: Será que sou capaz? Será que vale a pena todo este enorme esforço nestes dois anos até Tóquio?", referiu o líder do executivo, numa intervenção que se seguiu à do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e aos dos presidentes dos comités Paralímpico, José Manuel Lourenço, e Olímpico de Portugal, José Manuel Constantino. "E cada um dos dias que vão viver ao longo destes dois anos para que, chegados a Tóquio, sejam de facto mais rápidos, cheguem mais alto e estejam mais fortes. Convosco estará seguramente Portugal", acrescentou.

Na plateia, além do ministro da Educação, estiveram também o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, o titular da pasta da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, os secretários de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo, e da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes.

António Costa falou sempre em conjunto das delegações olímpica e paralímpica de Portugal. "O movimento olímpico e paralímpico tem de conter uma mensagem muito forte de igualdade e de inclusão, porque se dirige a todos. Por isso, quisemos arrancar com este ciclo simultaneamente com os comités Olímpico e Paralímpico Português", justificou, recordando que "o desporto não é só um fator de promoção externa do país, mas também um motor de conhecimento e de inovação".

Mais meios e apoios

Durante a visita ao Centro de Alto Rendimento do Complexo Desportivo do Jamor, o primeiro-ministro teve a companhia da antiga medalha de ouro da maratona e atual vice-presidente do Comité Olímpico de Portugal, Rosa Mota, da judoca Telma Monteiro, do antigo velocista (medalha de prata dos 100 metros) Francis Obikwelu, entre outros atletas.

Já o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, sublinhou que as autoridades quiseram dar as "melhores condições" aos atletas para cumprirem as ambições para os próximos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, e que por isso os apoios aumentaram significativamente.

Os programas ontem apresentados preveem 18,5 milhões de euros para a preparação olímpica, mais dois milhões do que no Rio 2016, e 6,9 milhões para os paralímpicos, um aumento de 3,1 milhões de euros relativamente às últimas olimpíadas, números que já tinham sido publicados em Diário da República em janeiro. O contrato--programa estipula duas presenças em lugares de pódio e a obtenção mínima de 12 diplomas.

"Estamos a menos de 900 dias do início dos Jogos. Alocámos mais meios, com aumento significativo para o programa de preparação olímpico e paralímpico: aumentos para os atletas, mas também com um olhar atento para os treinadores. Sabemos bem que este desafio que vos move é absolutamente complexo", referiu o ministro.

Tiago Brandão Rodrigues vincou ainda a importância do desporto escolar no desenvolvimento do país. "Procurámos entre todos dotar as nossas escolas dos saberes, meios e experiências que são necessárias para uma verdadeira cultura desportiva, aumentando estilos de vida saudáveis. Temos também de conseguir atrair mais talento", explicou.

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