Secretário de Estado diz que é essencial identificar membros das claques

O secretário de Estado da Juventude e do Desporto assegurou hoje que o Governo está atento ao comportamento das claques organizadas dos clubes profissionais de futebol.

À margem da sessão de abertura da reunião Grupo de Copenhaga, em Lisboa, onde vai ser debatida a questão da manipulação dos resultados desportivos, João Paulo Rebelo comentou o comportamento das claques no último clássico da I Liga, entre Benfica e FC Porto, no domingo.

"Sempre lamentámos as cenas de violência no desporto e já apresentámos na Assembleia da República uma proposta de alteração da lei 39/2009, a qual é completamente ineficaz a combater este flagelo", sublinhou João Paulo Rebelo.

O governante reiterou a intenção uma atuação mais concreta e vigorosa das autoridades.

"Para isso é essencial uma identificação mais concreta e pormenorizada dos adeptos. Sem isso nunca conseguiremos erradicar a violência nos recintos desportivos", acrescentou João Paulo Rebelo.

Mesmo assim, o secretário de Estado relativizou esta questão, atendendo a que "só uma pequena parte dos cerca de 30 clubes profissionais que integram as I e II Ligas é que têm problemas de violência", concluiu.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Pedro Lains

O Banco de Portugal está preso a uma história que tem de reconhecer para mudar

Tem custado ao Banco de Portugal adaptar-se ao quadro institucional decorrente da criação do euro. A melhor prova disso é a fraca capacidade de intervir no ordenamento do sistema bancário nacional. As necessárias decisões acontecem quase sempre tarde, de forma pouco consistente e com escasso escrutínio público. Como se pode alterar esta situação, dentro dos limites impostos pelas regras da zona euro, em que os bancos centrais nacionais respondem sobretudo ao BCE? A resposta é difícil, mas ajuda compreender e reconhecer melhor o problema.