Sangue português vai lutar para que o Rangers regresse ao trono

Pedro Caixinha quer destronar o Celtic e fazer que o Rangers regresse aos títulos já na época que está prestes a arrancar

Depois de ter caído na IV Divisão em 2012, devido a insolvência, o histórico Rangers iniciou uma escalada rumo ao patamar maior do futebol escocês, para onde regressou na época passada. Agora, chegou a hora de voltar a ocupar o trono no qual o Celtic se tem sentado nas derradeiras seis temporadas, uma missão para a qual Pedro Caixinha foi chamado em março.
O treinador português, 46 anos, carimbou o apuramento para a 1.ª pré-eliminatória da Liga Europa, fruto do 3.º lugar no campeonato, e já prepara no terreno aquele que se espera ser um ano vitorioso. "Estamos num grande clube e a tentar reorganizá-lo para que volte a ser o que era. É o maior clube onde estive como treinador principal. Tem 145 anos de história, é o emblema com mais títulos nacionais no mundo (54) e é importante a nível europeu", começou por dizer ao DN o técnico natural de Beja, que em 2017/18 vai contar com os compatriotas Bruno Alves, Fábio Cardoso, Dálcio e Candeias no plantel (ver texto ao lado).
O treinador dos protestantes não tem dúvidas: É para destronar o Celtic... já esta época. "Os objetivos passam por ganhar, ganhar e ganhar. O Celtic venceu seis campeonatos seguidos, mas o Rangers só esteve em dois. O Rangers deve ser o único clube no mundo que conseguiu passar da IV Divisão à Liga Europa em cinco anos. O histórico recente não é favorável, mas um clube desta dimensão só pode querer continuar a ganhar. Mesmo na IV Divisão, o estádio [Ibrox] enchia com 50 mil adeptos. O fervor continua e nós só podemos ganhar. O 2.º lugar não é suficiente", vincou Caixinha, o 15.º treinador a assumir a equipa principal do gigante britânico em quase século e meio de existência. No que concerne à Liga Europa, pretende "chegar à fase de grupos e depois logo se vê", mas até lá terá de passar por três pré-eliminatórias e play-off.


Assertividade nos reforços
Pedro Caixinha chegou ao Rangers através do antigo médio Pedro Mendes, que jogou no clube entre 2008 e 2010 e lhe falou do projeto. Fez parte de um lote de dezenas de candidatos, ficou na shortlist e, após uma entrevista em Londres, acabou por ser o escolhido. Três meses volvidos, conta que a aventura na Escócia "tem estado a correr muito bem".
"A equipa sofreu uma grande remodelação - 14 saídas, 11 reforços e menos de dez permanências - e tem sido uma luta contra o tempo, uma vez que temos de inscrever os jogadores nas competições europeias até dia 19. Começámos por analisar a nossa casa (plantel e formação), jogadores escoceses e depois o quadro internacional. Para o risco ser menor, fomos para mercados e jogadores que conhecemos", explicou, justificando a aposta nos compatriotas. Fábio Cardoso e Dálcio já estão integrados nos trabalhos de pré-época, que arrancaram no dia 5, enquanto Bruno Alves (na seleção) e Candeias (a gozar férias) chegam mais tarde.


Esteve ligado ao... Celtic
Radiante pela grandeza do clube que está a servir, Caixinha deixou transparecer o entusiasmo ao longo dos 40 minutos em que esteve à conversa com o DN, via telefone. Durante a entrevista, contou que já conhecia Glasgow, pois tirou o 3.º e 4.º nível de treinador na Escócia. "Aí até estive ligado ao Celtic, no departamento de scouting. O Celtic tem uma parceria com o Santos Laguna, e até foi isso que me levou para o México, em 2013", confessou, ansioso por voltar a participar no "ambiente fantástico" do dérbi conhecido por Old Firm e preparado para combater o kick and rush [estilo de jogo baseado em bolas bombeadas e capacidade física] da maioria das equipas da liga.

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