Quenianos vencem Maratona do Porto, três portugueses no pódio

Quenianos Samuel Mwaniki e Loice Kiptoo venceram a 13.ª edição da Maratona do Porto

Os quenianos Samuel Mwaniki e Loice Kiptoo venceram hoje a 13.ª edição da Maratona do Porto, numa prova em que José Moreira fechou o pódio masculino, enquanto no feminino entraram Catarina Ribeiro e Filomena Costa.

Samuel Mwaniki terminou os 42,195 quilómetros em 2:11.48 horas, seguindo-se o japonês Yuki Kawauchi (2:14.32) e José Moreira, que representa o Sporting (2:16.11).

Na prova feminina, a queniana Loice Kiptoo, com 2:29.13 horas, somou à conquista do primeiro lugar o facto de ter batido o recorde da prova.

Catarina Ribeiro, com 2:30.10 horas, e Filomena Costa, com 2:30.27, conseguiram o segundo e terceiros lugares, respetivamente, e mínimos para o Campeonato do Mundo que se realiza em agosto do próximo ano em Londres.

Em declarações aos jornalistas, José Moreira admitiu que tinha entrado na prova com dois objetivos: bater a classificação conseguida na mesma prova em 2013, ano em que terminou em 15.º, e tentar os mínimos para o Mundial.

"Estou feliz com o resultado, mas só consegui um (dos objetivos), mas estou confiante que até maio do próximo ano é possível alcançar os mínimos", disse José Moreira, cuja próxima prova de maior dificuldade é a Taça dos Clubes Campeões Europeus, que decorre em fevereiro, em Albufeira.

Catarina Ribeiro, que apesar de uma polémica que envolve o seu anterior clube, o Benfica, decidiu correr como individual, contrariando os argumentos do clube da Luz que garantem ter contrato com a atleta, apontou que "daqui até agosto há muito trabalho pela frente", mas garantiu estar "concentrada".

"Como esta época estou (como) individual, vou pensar só em mim e concentrar-me nos meus objetivos. Daqui até agosto, ainda há muito trabalho a fazer. Hoje, correu bem, os objetivos foram cumpridos", disse.

Questionada sobre se pondera regressar ao Benfica, Catarina Ribeiro, reiterou: "Vou correr como individual. Estou inscrita como individual e é assim que se vai manter até ao final da época. Tudo o que envolve clubes, estou a leste. Quem ficou a tratar desse assunto foi o meu treinador, para me proteger".

Por fim, Filomena Costa classificou a maratona do Porto como "uma das mais difíceis" em que participou e contou que ponderou desistir aos 30 quilómetros, não o tendo feito "graças ao apoio e ajuda" do amigo Ricardo Ribas, que também é atleta e participou nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, ao contrário da corredora do Jardim da Serra, que tinha mínimos para a maratona, mas não foi uma das escolhidas pela Federação Portuguesa de Atletismo.

"Consegui o grande objetivo hoje. Sobre o passado, não quero falar mais porque vou concentrar-me nas provas importantes, nos Mundiais. Dentro de quatro anos voltaremos a falar", disse Filomena Costa.

No 'top-10' masculino, nota para a presença de três portugueses, enquanto entre as 10 primeiras mulheres ficaram cinco atletas lusas.

A 13.ª Maratona do Porto decorreu nas cidades do Porto, Matosinhos e Vila Nova de Gaia, juntando atletas de 56 países, dos cinco continentes.

Além da maratona, o evento contou com duas vertentes, as provas dos 15 quilómetros e dos seis, juntando cerca de 15 mil corredores.

A 18 de outubro, a organização da prova anunciou que a Maratona do Porto foi distinguida com cinco estrelas pela Associação Europeia de Atletismo.

Classificações:

- Masculinos:

1. Samuel Theuri Mwaniki (Quénia), 2:11.48 horas.

2. Yuki Kawauchi (Japão), 2:14.32.

3. José Moreira (Sporting), 2:16.11.

4. Mathew Kiprotich (Quénia), 2:17:38.

5. Ricardo Vale (Sporting de Braga), 2:19:10.

6. Gilbert Maina (Quénia), 2:19:25.

7. Kenneth Kosgei (Quénia), 2:19:55

8. Davil Maru (Quénia), 2:20:49

9. James Onkoba (Quénia), 2:24:22.

10. Vítor Barbosa (Grupo Dramático e Recreativo da Retorta), 2:26:57.

- Femininos:

1. Loice Chebet Kiptoo (Quénia), 2:29:13.

2. Catarina Ribeiro (Individual), 2:30:10.

3. Filomena Costa (Jardim da Serra), 2:30:27.

4. Pamela Kipvhoge (Quénia), 2:36:42.

5. Guteni Shone (Etiópia), 2:38:23.

6. Rosa Madureira (FC Penafiel), 2:43:40.

7. Anne Charlotte (França), 2:57:47.

8. Maria Helena Costa (Invicta Runners), 02:58:34.

9. Lídia Pereira (Granja), 2:59:16.

10. Denise Van Elk (Alemanha), 3:00:57.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Daniel Deusdado

Estou a torcer por Rio apesar do teimoso Rui

Meu Deus, eu, de esquerda, e só me faltava esta: sofrer pelo PSD... É um problema que se agrava. Antigamente confrontava-me com a fria ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, e agora vejo a clarividente e humana comentadora Manuela Ferreira Leite... Pacheco Pereira, um herói na cruzada anti-Sócrates, a voz mais clarividente sobre a tragédia da troika passista... tornou-se uma bússola! Quanto não desejei que Rangel tivesse ganho a Passos naquele congresso trágico para o país?!... Pudesse eu escolher para líder a seguir a Rio, apostava tudo em Moreira da Silva ou José Eduardo Martins... O PSD tomou conta dos meus pesadelos! Precisarei de ajuda...?

Premium

arménios na síria

Escapar à Síria para voltar à Arménia de onde os avós fugiram

Em 1915, no Império Otomano, tiveram início os acontecimentos que ficariam conhecidos como o genocídio arménio. Ainda hoje as duas nações continuam de costas voltadas, em grande parte porque a Turquia não reconhece que tenha havido uma matança sistemática. Muitas famílias procuraram então refúgio na Síria. Agora, devido à guerra civil que começou em 2011, os netos daqueles que fugiram voltam a deixar tudo para trás.