Presidente do PAOK Salónica invade campo com arma

O presidente do PAOK Salónica invadiu o campo com uma pistola, durante o jogo com o AEK Atenas, no domingo. A partida estava nos 89 minutos e já não continuou

O presidente do PAOK Salónica invadiu o campo com uma arma de fogo à cintura para confrontar o árbitro e a decisão de anular um golo considerado fora de jogo. O jogo com o AEK Atenas estava 0-0 e a partida estava nos 89 minutos.

Ivan Savvides pediu aos jogadores que abandonassem o campo depois de o golo ter sido anulado e avançou na direção do árbitro. Foi travado pela ação dos seguranças.

Os jogadores da equipa visitante saíram de campo preocupados com a sua segurança e não voltaram.

O jogo foi oficialmente abandonado duas horas depois, tendo sido relatado que o árbitro Georgios Kominis tinha voltado atrás na decisão, de acordo com a BBC e a Reuters, citando a televisão local.

O PAOK é terceiro na principal na liga grega e poderia ficar dois pontos à frente dos líderes, o AEK Atenas, com uma vitória. O golo foi marcado pelo defesa português Fernando Varela, que alinha pela equipa de Salónica desde 2016.

Imagens de "pessoas entrando em campos de desporto armadas" prejudicam o PAOK e o futebol em geral, afirmou o ministro da Cultura e do Desporto, Georgios Vassiliadis em comunicado, esta segunda-feira.

"Estes fenómenos extremos requerem decisões vigorosas", acrescentou o titular da pasta. "Não permitiremos que ninguém se interponha no nosso caminho, mesmo que sejam necessárias decisões duras em diálogo com a UEFA".

A televisão pública grega, ERT, disse uma opção em consideração seria suspender as transmissões da primeira liga grega. Casos de violência em campo não são novidade. Recentemente, o derby PAOK Salónica e Olympiakos Piraeus foi cancelado depois do treinador do Olympiakos, Oscar Garcia, ser atingido por um rolo de papel atirado desde as bancadas.

O presidente do PAOK Salónica, nascido na Geórgia, mas de origem grega, pertenceu ao parlamento russo. Ivan Savvides é um milionário com ativos que vão do porto de Salónica ao tabaco, passando por empresas de media.

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